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quinta-feira, 28 de março de 2013

Desportiva Ferroviária vence Linhares e segue à caça do líder Aracruz


Os gols criados e perdidos por Carlos Vitor chegaram a deixar o torcedor da Desportiva Ferroviária com uma "pulga atrás da orelha". Mas no fim, o time grená teve competência suficiente para bater o Linhares pelo placar de 3 a 1 (veja os gols ao lado), no Estádio Engenheiro Araripe, em jogo adiado da nona rodada do Campeonato Capixaba 2013. Os gols da Desportiva foram de Jhonatan, que marcou contra; David Dener, que fez seu 11º no Estadual; e Evandro, que entrou no segundo tempo e fechou o marcador. Para o Linhares, marcou Diego Brum, que empatou o jogo aos 20 minutos do segundo tempo, mas acabou prejudicando seu time ao cometer um pênalti no minuto seguinte e ainda ser expulso, por reclamação.
O resultado mantém a Desportiva com chance de terminar a primeira fase na liderança –  o que     rende a vaga do futebol capixaba na Série D do Campeonato Brasileiro – dependendo apenas de seus resultados. Isso porque chegou a 24 pontos, três a menos que o líder Aracruz, a quem ainda enfrentará em casa no dia 6 de abril, pela 15ª rodada. Conilon, com 19, e Real Noroeste, com 18, fecham o grupo dos quatro primeiros que, hoje, avançariam às semifinais.
O Linhares, por sua vez, para nos 13 pontos, em sexto lugar, mas só um ponto acima da zona do rebaixamento, iniciada pelo Rio Branco-ES, nono, com 12. Vale ressaltar que a Coruja ainda fica com um jogo a menos que a maioria de seus adversários. Enfrentará o Vitória-ES, fora de casa, no dia 10 de abril, em jogo atrasada da 11ª rodada.
A Desportiva volta a campo no sábado que vem, dia 30, às 16h, no clássico contra o Vitória-ES, que será disputado no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica, e vale pela 13ª rodada do Campeonato Capixaba. Também no sábado, às 17h, o Linhares visita o Real Noroeste, no Estádio José Olímpio da Rocha, em Águia Branca.
Gol contra põe Desportiva na frente
Desportiva Ferroviária x Linhares (Foto: Bruno Marques/Globoesporte.com)Linhares não ficou totalmente acuado
(Foto: Bruno Marques/Globoesporte.com)
A partida começou propícia aos contra-ataques, no que, aliás, vem se tornando rotina em jogos da Desportiva. Quem buscava trabalhar a bola raramente encontrava espaços. Numa descida rápida pela esquerda, aos nove minutos, o Linhares deu o primeiro susto. O lateral Nairo driblou seu marcador e bateu para defesa parcial de Felipe. Na sobra, Wilker isolou. A resposta grená, aos 10, parou no impedimento do volante Thiago, que chegou a encobrir Pacato após receber passe pelo meio, mas teve seu gol anulado.
O Linhares começava a ganhar confiança, quando a Desportiva marcou: aos 18, Helinho cruzou da direita para David Dener, na segunda trave, mas Jhonathan, tentando cortar, tocou contra o próprio gol. A bola morreu no canto esquerdo de Pacato, que só pôde olhar: Tiva 1 a 0.
O jogo continuou sem graça até o meia Carlos Vitor, da Desportiva, passar a protagonizar os principais lances, para o bem e para o mal. Primeiro, dois vacilos. Aos 28, ele tabelou com David Dener, mas adiantou demais a bola, permitindo a defesa do goleiro. Aos 34, foi pior. O camisa 7 driblou Pacato, mas, com a meta vazia, chutou na rede pelo lado de fora. David Dener, que esperava o passe, quase enlouqueceu. O artilheiro do Capixabão teria, a rigor, apenas uma chance, aos 35, quando atirou por cima do travessão, da entrada da área. Em seguida, viu Carlos Vitor recuperar parte de seu crédito. Aos 39, o meia deu um lindo lençol e cruzou, arrancando aplausos da torcida. Aos 40, da linha da grande área, pela esquerda, chutou forte e quase acertou o ângulo.
Diego Brum: de herói a vilão em dois minutos
O Linhares não se lançou inteiro, nem sufocou, mas teve duas boas chances no começo do segundo tempo, ambas com Wilker. Aos nove, o meio-campista pegou de voleio, mas não acertou em cheio. Felipe defendeu facilmente após o quique da bola. Já aos 14, Wilker chutou rasteiro, dando mais trabalho. O goleiro outra vez segurou. A esperança linharense se renovava a cada gol perdido pela Desportiva. Carlos Vitor, outra vez ele, driblou Pacato, mas não conseguiu arrematar em gol, rolou para Léo Oliveira, que teve seu chute bloqueado. Dois minutos depois, aos 18, o meia recebeu belo passe de David Dener, que rolou da ponta-direita para a entrada da área. Pacato defendeu o chute de Carlos Vitor, que acabaria substituído pelo estreante Luan.
O zagueiro Diego Brum, no entanto, seria o centro das atenções a seguir. Aos 20,  após a cobrança,  Brum pegou um rebote e emendou de virada. A bola ainda desviou levemente antes de entrar no canto esquerdo de Felipe: 1 a 1. Mas mal deu para festejar o empate. No minuto seguinte, o camisa 3 cometeu pênalti em David Dener, que pegou um rebote e foi trombado pelas costas. O próprio David Dener bateu, forte, no canto direito, e fez Desportiva 2 a 1. Foi seu 11º gol no Capixabão. Na comemoração, o time inteiro se abraçou. Já o Linhares cercou o árbitro Devarly do Rosário. Sobrou justamente para Diego Brum, que foi expulso.
'A la Bolt', Evandro tranquiliza a Tiva
Desportiva Ferroviária x Linhares, Campeonato Capixaba 2013 (Foto: Bruno Marques/Globoesporte.com)Enquanto a Desportiva festeja seu segundo gol, time do Linhares cerca o árbitro (Foto: Bruno Marques)
O meia Irlan, que entrou bem no Linhares, deu bom chute, forte, que por pouco não entrou no ângulo, aos 32. A Coruja tinha vontade, mas nem tanta capacidade assim para reagir, com menos um em campo. O gol que praticamente selou a vitória da Desportiva saiu aos 36. Evandro, que entrara pouco antes em lugar de Flávio Santos, recebeu lindo lançamento de David Dener. Num toquinho de cabeça, ele tirou do goleiro Pacato e do volante Alemão, suportou o choque com os dois linharenses e depois rolou para o gol vazio: 3 a 1 no placar e comemoração “a la Usain Bolt”. No fim, com o Linhares já sem ameaçar, a Desportiva ainda perdeu outra boa chance e confirmou o resultado até com alguma tranquilidade.
GE
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quinta-feira, 21 de março de 2013

David decide, Desportiva vence o Conilon e diminui vantagem para o líder Aracruz


No duelo dos artilheiros do Campeonato Capixaba, melhor para David Dener. O maior goleador do Estadual quase não apareceu, mas foi decisivo, marcou de pênalti – que ele mesmo sofreu – aos 41 minutos do segundo tempo e garantiu uma suada e nem tão merecida assim vitória da Desportiva por 2 a 1 sobre o Conilon. Foi o nono gol do centroavante na competição. Do outro lado, Paulinho Pimentel ficou na vontade. Apesar de algumas chances, o atacante passou em branco na partida disputada no Estádio Engenheiro Araripe e válida pela 11ª rodada. Os outros gols do jogo foram de Léo Oliveira, que abriu o marcador para a Tiva, aos 24 do primeiro tempo, e de Darci, que fez o único do Conilon, aos 10 minutos do segundo.
Com o resultado, a Desportiva encurtou a diferença em relação ao líder Aracruz. O time grená segue em segundo, mas agora soma 20 pontos. O Dragão, primeiro colocado, só empatou com o Estrela e chegou a 24 pontos. Com um detalhe: a Desportiva tem um jogo a menos que o Aracruz. Já o Conilon segue em quarto, com 16 pontos, o mesmo do quinto colocado, justamente o Estrela, a quem supera pelo número de vitórias (5 a 4).
Próximos jogos
No sábado que vem, dia 23 de março, a Desportiva visita o lanterna Espírito Santo FC, no Estádio Almiro Ofranti, em Vargem Alta, a partir das 15h. Já o Conilon recebe o Real Noroeste, também no sábado, mas às 19h, no Estádio Conilon, em Jaguaré. Ambas as partidas são válidas pela 12ª rodadada do Campeonato Capixaba de 2013.
Tiva não faz muito, mas sai na frente
O jogo começou fraco, com as duas equipes aparentando certa displicência. Ambas davam espaços, principalmente a Desportiva, que avançava, mas não agredia de fato e ficava exposta. O Conilon transitava sem muito combate na intermediária e teve chances. A primeira com o lateral-esquerdo Flavinho, antes de um minuto, num chute que saiu torto. O artilheiro Paulinho Pimentel teve duas em sequência: aos 19, ele finalizou em cima do goleiro Felipe, que rebateu bem, no reflexo; aos 20, o atacante foi travado pela zaga.
Apesar de tentar ficar com a bola, a Desportiva só havia assustado em duas cabeçadas que encobriram o travessão, com Léo Oliveira, aos cinco minutos, e com Pablo, aos 23. O volante Gabriel, da Tiva, com alguns passes errados, ajudava a alimentar as escapadas jaguarenses. Uma enfiada de bola de Flávio Santos, porém, deu a chance da Tiva sair na frente. Seu passe deixou Léo Oliveira cara a cara com Rogen. O meia grená não falhou, bateu firme no alto, no canto esquerdo do goleiro, e abriu o placar, aos 24 minutos: Desportiva 1 a 0.
Não refletia exatamente o que era o jogo. E o Conilon tratou de atacar. Seguiu usando as brechas dadas pelo meio-campo grená. Foram várias chances. As principais delas: uma cabeçada de Darci, aos 27; uma falta cobrada por Jânio, aos 31; um chute forte de Pavão, aos 37, que entraria no cantinho não fosse Felipe ter espalmado para escanteio; e outro chute, também de fora e rasante, dado por Flavinho, aos 39, que passou rente à trave direita. A única resposta grená foi aos 41, quando David Dener foi agarrado por João Marcos a um passo da grande área e, na cobrança, Léo Oliveira por pouco não fez o segundo. A bola passou a um palmo da trave direita.
Darci empata de cabeça para o Conilon
Desportiva Ferroviária x Conilon (Foto: Bruno Marques/Globoesporte.com)De branco no segundo tempo, Desportiva seguiu pressionada (Foto: Bruno Marques/Globoesporte.com)
A etapa final começou do mesmo jeito. Aliás, quase, pois a Desportiva voltou de camisa branca em vez de grená. Léo Oliveira ainda teve boa chance aos oito minutos, quando invadiu a área driblando e chutou rasteiro, mirando o canto esquerdo de Rogen, mas a bola outra vez saiu por um triz. Fora isso, só o Conilon assustava. Aos nove, Júnior tentou surpreender o goleiro Felipe, que espalmou uma perigosa falta cruzada. No minuto seguinte,  saiu o empate. Após uma rebatida grená, Ronis cruzou, pegando a defesa da Desportiva de saída da área. Darci apareceu livre e e mergulhou para testar no canto: 1 a 1.
Nos minutos seguintes, Mauro Soares colocou o atacante Evandro na vaga do volante Gabriel, que não fazia bom jogo. Com a mudança tática, Flávio Santos, um dos três meias, recuou para ajudar Pablo na marcação. Antes, no fim do primeiro tempo, Tatá entrara na vaga de Helder, em troca simples de laterais-esquerdos. O volante Vitor Bubu também entrou em lugar de Sorriso, na lateral-direita. No Conilon, Giuliano Pariz respondeu com três mexidas em sequência. Na principal delas, Pavão saiu para a entrada do meia-atacante Jefferson, que deu trabalho à zaga grená.
Após sustos, David resolve e imita Kidiaba
David Dener, da Desportiva Ferroviária, comemora 'estilo Kidiaba (Foto: Reprodução/TV Gazeta)David Dener comemora ao 'estilo Kidiaba', goleiro
congolês (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
O time de Jaguaré não pode reclamar de falta de espaços. Teve chute de longe de Jânio, cabeçada de Paulinho Pimentel por cima do travessão, desarme de Mayko Jhordan – destaque da defesa grená – em Jefferson dentro da área, entre outras chances. Aos 39, um contra-ataque clássico, com três atacantes contra dois zagueiros. Jefferson errou o passe para Nado.
Não passaria sem punição. No contragolpe da Desportiva, o artilheiro David Dener apareceu. Após girar e colocar a bola na frente, foi claramente derrubado por Jhonata. Pênalti que o próprio David Dener bateu no canto esquerdo de Rogen e desempatou: Tiva 2 a 1. Foi o nono gol de David no Estadual. Na festa, o jogador da Tiva imitou Kidiaba, do Mazembe, do Congo, goleiro que ficou famoso por sua excêntrica comemoração na semifinal do Mundial de Clubes de 2010, contra o Internacional, de Porto Alegre.
A vitória ferroviária, porém, só foi confirmada com uma defesaça, numa típica “manchete” de vôlei, de Felipe, após falta do bom meia Júnior, aos 44 minutos. O Conilon pressionou até o fim, mas em vão.
GE
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quarta-feira, 13 de março de 2013

Aracruz vence, dispara na ponta e agrava crise do Rio Branco-ES



Ainda não é a conquista que o atual campeão, Aracruz, deseja, mas com direito a gritos de “olé” no final, o Dragão venceu o Rio Branco-ES na tarde desta terça-feira e garantiu o título simbólico do primeiro turno. Num Engenheiro Araripe com apenas 268 pagantes, o time do Norte do Estado venceu por 2 a 1, aumentando ainda mais o calvário do Capa-preta, que dessa vez foi comandado pelo interino Erasmo Serafim.
Apesar da troca de técnico, o Rio Branco--ES não mostrou grande evolução em relação aos jogos em que foi comandado, principalmente, por Erich Bomfim – nas primeiras rodadas –  mas também por Aridelson, que ficou apenas três jogos no comando e curiosamente esteve no estádio para ver o jogo, válido pela 9ª rodada do Campeonato Capixaba.
Com o resultado, o Aracruz, esse, sim, um time sólido, abriu ainda mais vantagem na liderança do Estadual. O Dragão agora tem 20 pontos e não pode ser mais alcançado por nenhuma equipe. A vice-líder Desportiva tem 16. Se conseguir manter-se na frente até o fim do returno, o Dragão ficará com a vaga capixaba na Série D do Campeonato Brasileiro.
O Rio Branco-ES, por sua vez, fecha as nove primeiras rodadas com parcos nove pontos, ocupando a sexta colocação, sendo que pode ser ultrapassado por Vitória-ES, São Mateus e Linhares até o complemento desta 9ª rodada - dia 27, no jogo adiado entre Desportiva e Linhares 0, ou seja, pode acabar o turno na zona de rebaixamento.
Próximos jogos
Na 10ª rodada do Capixabão 2013, a primeira do returno da competição, o Rio Branco-ES recebe o Real Noroeste, às 15h, de sábado que vem, dia 16, no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica. Já o Aracruz visita, também às 15h de sábado, o Espírito Santo FC, no Estádio Almiro Ofranti, em Vargem Alta.
Badinho se destaca nos primeiros minutos
A partida começou “em câmera lenta”. O Aracruz tinha três atacantes, mas dois deles, Badinho, pela esquerda, e Bruno Augusto, pela direita, tinham claras obrigações de dar o primeiro combate nos laterais alvinegros. Regilson, sim, ficava mais fixo à frente. Os dois laterais aracruzenses, por sua vez, pegavam os dois meias mais abertos – Tiago Moura e Joãozinho –, enquanto o volante Breno se ocupava de anular Victor Juffo, o meia mais centralizado do Capa-preta. Bastou para travar o Rio Branco, que só tinha algum lampejo quando o volante Ramon subia como homem-surpresa.
Bem postado, o Aracruz acabaria ameaçando mais já no primeiro tempo. Badinho era o destaque. Ele marcava Jancarlos sem grande dificuldade e usava sua velocidade para contra-atacar. Aos 13, Badinho passou como quis pela marcação e cruzou para Bruno Augusto bater de primeira, mas a bola encobriu por pouco o travessão. Uma chuva fina começou a cair por volta dos 20 minutos. E o panorama seguiu o mesmo até os 26, quando Badinho penetrou pelo meio driblando e chutou. Dessa vez, Henrique espalmou para escanteio.
O Rio Branco teve pouquíssimas chances. Nem de falta Jancarlos disse ao que veio e isolou uma. Uma das raras oportunidades aconteceu aos 33, quando Faioli ganhou do lateral-esquerdo Ayrton, que ficou pedindo falta, mas finalizou alto demais.
Vevé se estressa com gandula
Enquanto o técnico Vevé se estressava com um gandula, chegando a arremessar uma bola no garoto, o jogo seguia morno. Só esquentou no finalzinho. Aos 43, um lance para cada lado. Ramon, de novo ele, volante, aparecendo na frente, chutou cruzado para fora. No troco do Aracruz, Bruno Augusto ganhou de Jancarlos e chutou rasteiro. Henrique espalmou para fora. Aos 45, Victor Juffo cruzou, Faioli testou bem, no cantinho, mas Paulo Vitor salvou com um tapinha. Foi a melhor chance alvinegra na etapa.
Jancarlos cobra falta pelo Rio Branco-ES contra o Aracruz (Foto: Bruno Marques/Globoesporte.com)Jancarlos cobra falta pelo Rio Branco-ES contra o Aracruz (Foto: Bruno Marques/Globoesporte.com)
Vevé mudou o Dragão no intervalo. Sacou Regilson, pondo o meia Bombom. Badinho e Bruno Augusto passaram a compor o ataque. Bombom foi encarregado de armar o jogo ao lado de Sidinei, que foi adiantado, ao passo que Tabata recuou um pouco para atuar na cabeça de área ao lado de Breno. Era o clássico 4-4-2. O trio Joãozinho, Victor Juffo e Tiago Moura, do Rio Branco-ES, ganhou mais espaço para jogar. Tiago Moura, principalmente, começou a aparecer. Aos nove, ele acertou o pé da trave direita, num tiro de fora da área. A bola ainda bateu nas costas do goleiro Paulo Vitor antes de sair pela linha de fundo.
Henrique falha. Douglas abre o placar
Se o Capa-preta já não parecia com sorte, o goleiro Henrique tratou de complicar ainda mais. Aos 14, Sidinei cobrou bem uma falta, Henrique caiu mal e não impediu a passagem da bola, que tocou na trave, mas dessa vez correu por sobre a linha até o lateral-esquerdo Douglas entrar de carrinho e abrir o placar: Aracruz 1 a 0.
Tiago Moura teria outra boa chance, aos 19, num chute de dentro da área. Faltava pontaria. O Aracruz fechou-se à espera de um contra-ataque, deixou o Rio Branco rodar a bola e apelou para a “cera” quando julgou necessário. A manifestação mais clara foi aos 30, quando o zagueiro Luciano sentiu uma lesão e já estava fora das quatro linhas, mas retornou ao campo, rolando pela grama, para irritação rio-branquense.
Capa-preta arrisca, mas Dragão confirma vitória
Numa última tacada, o técnico interino Erasmo Serafim pôs Hítalo e Humberto. O Rio Branco passou a ter três atacantes, com Tiago Moura e Humberto nas pontas e Hítalo centralizado. Não rendeu. Humberto só chamou atenção aos 40, quando correu em direção ao vestiário, retornando ao campo segundos depois. Entender o Rio Branco não anda mesmo fácil.
Fácil está a vida do Aracruz, que num contra-ataque matou o jogo aos 40. Badinho arrancou livre pela esquerda e cruzou. O centroavante Thales, estreante, testou firme para rede: 2 a 0. Quando os gritos de “olé” da torcida do Aracruz já ecoavam no Engenheiro Araripe, o Rio Branco-ES conseguiu seu golzinho, com Victor Juffo, que emendou um centro da esquerda e reduziu para 2 a 1. Tarde demais para evitar mais uma vitória do Dragão.
GE

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Desportiva Ferroviária vence Rio Branco-ES e mantém folga na liderança


Líder, invicta e agora com o sabor de ter batido o seu arquirrival. Diante de bom público - anunciado de 3.396 pagantes, mas que aparentava ser de uns 4.500 -, a Desportiva Ferroviária venceu o Rio Branco-ES por 2 a 1  na tarde deste sábado, em bom jogo no Engenheiro Araripe. Assim, manteve a ponta isolada do Campeonato Capixaba após cinco rodadas. Os gols foram de Léo Oliveira e Carlos Vitor, para a Tiva, ambos no primeiro tempo, e de Tiago Moura, para o Rio Branco, na etapa final.
Com o resultado, a Desportiva não só continua na liderança da competição, com 13 pontos, três a mais que o vice-líder Aracruz, como aumenta a pressão sobre o Alvinegro, que perdeu sua invencibilidade e não vence a quatro jogos. O Rio Branco segue com seis pontos, em sétimo lugar, e já é bastante contestado por parte da torcida rio-branquense.
Apesar da distância na classificação, foi uma vitória conquistada com certo sufoco no final, pois após um primeiro tempo excelente dos grenás, o time acabou recuando. Em parte, forçado pelo ímpeto capa-preta de reduzir o marcador. Mas resistir à pressão não deixou de comprovar a maturidade da Desportiva.

Quando precisou abandonar seu esquema tradicional, com três meias - responsável direto pela vantagem aberta na etapa inicial -, os ferroviários não se desesperaram. O artilheiro David Dener, dessa vez, não marcou, mas reteve a bola  de forma inteleigente nos momentos finais, assumindo um papel menos "glamouroso", mas, diante das circunstâncias, de extremo valor.
Próximos jogos

O Rio Branco-ES volta a campo na próxima quarta-feira, dia 27 de fevereiro, às 15h, quando recebe o Linhares, no Engenheiro Araripe, pela 6ª rodada do Campeonato Capixaba 2013. Já a Desportiva Ferroviária só volta a jogar pelo Estadual no sábado que vem, dia 02 de março, contra o Estrela, também no Araripe, às 15h, já pela 7ª rodada. Isso porque o time grená tem compromisso pela fase preliminar da Copa do Brasil na próxima quarta-feira, dia 27, contra o Atlético-AC, na Arena da Floresta, em Rio Branco (AC) a partir das 20h (horário de Brasília-DF).
Entrosamento grená faz a diferença
O dito e repetido entrosamento da Desportiva pôde ser constatado desde os primeiros minutos. Se no Rio Branco-ES, ainda busca-se um “onze” ideal, do lado grená cada um sabe exatamente qual a sua função em campo. Seja na recomposição defensiva, seja no movimento de ataque, tudo acontece com mais naturalidade. A aplicação prática dessa teoria rendeu um gol cedo, logo aos sete minutos. Na trama, Léo Oliveira esticou bola de cabeça na direita; do fundo, o lateral Renatinho cruzou rasteiro para trás; David Dener escorou, feito um pivô, e Léo Oliveira chegou batendo, com a parte externa do pé. Henrique mal viu ela entrar no seu canto esquerdo. Belo gol. Tiva 1 a 0. Na comemoração inovadora, Léo foi cercado por seus companheiros de linha, que se jogaram no gramado após o camisa 10 atirar a bola para o alto. Em meio à festa adversária, coube a Victor Juffo recolher a bola e pô-la no centro do gramado.
O jogo seguiu mais ou menos equilibrado, mas com o Rio Branco errando alguns passes bobos. A Desportiva parecia aguardar uma nova boa brecha para aumentar o marcador, sem afobações. A chance veio aos 30 minutos e não foi desperdiçada. Na intermediária ofensiva, o meia Carlos Vitor aproveitou-se de um “cochilo” do volante Luiz Felipe, que passou o fim da temporada passada sem jogar devido a uma lesão, e ainda não parece com o ritmo ideal para um clássico. Carlos Vitor tomou-lhe a bola e serviu David Dener, que bateu cruzado. No rebote do goleiro Henrique, Carlos Vitor chegou antes dos zagueiros e só cutucou para o gol vazio: 2 a 0.
Chances desperdiçadas dos dois lados
Comemoração Desportiva Ferroviária (Foto: Bruno Marques/Globoesporte.com)Jogadores se jogam no gramado para comemorar primeiro gol grená (Foto: Bruno Marques)
O terceiro gol quase saiu aos 35 minutos, quando Victor Juffo recuou mal, nos pés de Carlos Vitor, que abriu na direita para Flávio Santos invadir a área e chutar cruzado. A bola passou rente à trave esquerda. Os grenás teriam outras duas boas chances ainda na primeira etapa. A primeira foi aos 44, numa boa falta de Helder, que entraria no ângulo se Henrique não espalmasse. A segunda foi aos 45 minutos, quando David Dener invadiu pelo centro, livre, mas demorou a bater e permitiu o corte de Hycaro, de carrinho.
O Rio Branco-ES não era exatamente omisso, mas não conseguia ameaçar o goleiro Felipe. Os dois meninos que voltaram do empréstimo ao sub-20 do São Paulo, o meia Victor Juffo e o atacante Tiago Moura, buscavam jogo constantemente. Joãozinho, terceiro homem de meio-campo, estava meio apagado. Mas quem não pegava na bola mesmo era Faioli, o centroavante. Ele só apareceu aos 37, quando cobrou falta, e bem, por sinal. Seu chute quase acertou o ângulo. No minuto seguinte, Tiago Moura girou sobre a marcação de Renan e bateu, mas na rede pelo lado de fora.

Arbitragem, confusa, anula um gol de cada lado
Para muitos, ameaçado no cargo, o técnico Erich Bomfim ousou na volta do intervalo. Meteu o atacante Hítalo na vaga do volante Luiz Felipe. O efeito imediato foi a exposição do time na defesa. A Desportiva faria, inclusive, seu terceiro gol, com Léo Oliveira, de cabeça, aos cinco minutos, mas o lance seria anulado, após marcação contraditória do árbitro Marcos André Gomes. Ele havia gesticulado ao “bandeira” que havia visto sua sinalização, mas que não havia considerado irregularidade.

Após validar o gol, o árbitro, porém, foi ouvir o testemunho do assistente e voltou atrás, anulando tudo. Pareceu errar, já que na origem da jogada, o passe que teria implicado no impedimento grená foi de um jogador do próprio Rio Branco. O time alvinegro também teria um gol anulado, aos 13, e de forma duvidosa. A posição irregular do atacante Hítalo, que foi lançado por Tiago Moura e bateu firme, no canto, não foi tão evidente.
Capa-preta pressiona após expulsões
Torcida da Desportiva no clássico com o Rio Branco-ES (Foto: Bruno Marques/Globoesporte.com)Torcida da Tiva esteve em maior número contra o
Rio Branco-ES (Foto: Bruno Marques)
A essa altura cada time já tinha um atleta expulso. Aos 10, o zagueiro grená David e o atacante capa-preta Faioli se desentenderam. Formou-se o “bolo”, e após muito empurra-empurra, os dois receberam vermelho. Na Desportiva, Thiago recuou da cabeça de área para a zaga. Para recompor a marcação no meio, o técnico Mauro Soares pôs Carlos Alberto, sacando o meia Léo Oliveira. A proposta era não dar espaços e tentar controlar o jogo sem se expor.
No Rio Branco, o contrário. Mesmo com dez jogadores em campo, Erich manteve o time no ataque, com somente um volante. Depois das três mexidas, o Alvinegro ficaria também com um volante (Ramon) na lateral-direita e um meia (Andrezinho) na esquerda. Seja como for, a ideia era partir com tudo. O prêmio veio aos 19. Joãozinho deu excelente lançamento para Tiago Moura. O atacante pôs na frente, mas viu Renatinho chegar na cobertura, protegendo a bola. Não o suficiente. Tiago esticou-se todo e com a ponta da chuteira empurrou para a rede. O goleiro Felipe, que saía da meta, estava batido: 2 a 1. Aí, o Rio Branco ganhou confiança e passou a ter amplo domínio territorial.
Grenás seguram vitória, na base da experiência

A Desportiva foi sendo imprensada. As mexidas, meio por necessidade, meio por opção, desmontaram justamente o ponto forte dos grenás: sua trinca de meias. Nos 15 minutos finais o time já estaria sem Carlos Vitor, Léo Oliveira e Flávio Santos, todos substituídos. O artilheiro David Dener, quando recebia bola, buscava mais segurá-la do que arrematar a gol. No fim, funcionou. A Desportiva teve alguma posse de bola nos minutos finais, viu sua torcida até gritar olé e sustentou o resultado, que não foi de goleada como nas rodadas anteriores, mas tem peso de uma. Final: 2 a 1.
GE
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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Desportiva massacra Vitória-ES e segue na liderança do Capixabão


Foi um verdadeiro atropelo da "Locomotiva Grená". Sem tomar conhecimento do adversário, a Desportiva Ferroviária enfiou uma incontestável goleada de 5 a 0 no Vitória-ES, fora de casa, em pleno Estádio Salvador Costa. Os gols da partida deste sábado, válida pela quarta rodada do Campeonato Capixaba de 2013, foram marcados por David Dener (2), artilheiro do Estadual, com seis gols, Léo Oliveira (2) e Carlos Vitor, os três grandes nomes do jogo.
Com o resultado, a Desportiva chegou a 10 pontos e não pode ser alcançada por nenhum adversário nesta rodada. A liderança vai confirmando o time grená não só como forte candidato a ser um dos quatro semifinalistas, mas também a ficar com a vaga do estado na Série D do Campeonato Brasileiro - que ficará com o vencedor da primeira fase e não com o campeão capixaba. Os grenás também têm o melhor ataque, com 14 gols, média de 3,5 por jogo.
Já o Vitória-ES parou nos dois pontos, segue na zona de rebaixamento, em nono, e deixa cada vez mais ameaçado o técnico Gérson Evaristo. Curiosamente, o Alvianil ainda não venceu depois de completar 100 anos, em 1º de outubro do ano passado. De lá para cá, o time perdeu um jogo pela Copa Espírito Santo, empatou dois e perdeu dois no atual Capixabão, além de ter sido derrotado nos quatro amistosos que fez em sua pré-temporada. Para quem prometeu "jogar colírio" na vista de seu torcedor com um bom futebol, é bom abrir o olho.
Próximos jogos
Tanto a Desportiva, quanto o Vitória voltam a campo no próximo sábado, dia 23 de fevereiro, e ambos a partir das 15h (de Brasília-DF). A Desportiva joga o maior clássico do futebol capixaba contra o Rio Branco-ES, no Estádio Engenheiro Araripe, com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM. Já o Vitória-ES recebe o Conilon no Estádio Salvador Costa.
O jogo
Torcida da Desportiva comparece em peso ao Salvador Costa (Foto: Richard Pinheiro)Torcida da Desportiva comparece em peso ao Salvador Costa (Foto: Richard Pinheiro)
O primeiro tempo foi um "baile" dos homens de frente da Desportiva, com destaque para os meias Léo Oliveira e Carlos Vitor e o centroavante David Dener. O time grená nem começou tão bem. Frágil na marcação, permitiu ao Vitória-ES arriscar alguns chutes nos primeiros minutos, todos para fora. Mas esbanjou tranquilidade, típico de um time entrosado, com uma base montada já no ano passado. As tramas na intermediária ofensiva foram letais. Aos nove minutos, saiu o primeiro gol grená. Léo Oliveira tabelou com Carlos Vitor, que invadiu a área pela esquerda e rolou para o meio, à saída do goleiro Fabrício. Léo, sozinho, só tocou para o gol vazio: Desportiva 1 a 0.
Aos 20 minutos, repetiu-se a dose, só que com o passe de Carlos Vitor partindo do outro lado. O garoto invadiu a área pela direita, atraindo três marcadores, e cruzou novamente rasteiro para Léo Oliveira emendar para a rede: 2 a 0. Aos 24, veio o terceiro, quando o Vitória tinha um a menos, devido ao atendimento médico ao zagueiro Léo Breno. O artilheiro do Estadual, David Dener, foi lançado e, da risca da grande área, encobriu com enorme categoria o goleiro alvianil. Um golaço, o quinto do atacante na competição: Desportiva 3 a 0.
O Vitória, que havia começado o jogo disposto, ficou completamente desnorteado a partir daí. O atacante Hércules, que trocou a Desportiva pelo time alvianil na virada de ano, deve ter sentido saudade de jogar no clube de Jardim América. Ele havia tido duas boas chances, aos 15 e aos 16 minutos, mas bateu ambas para fora, sendo que na primeira pareceu ter tido seu drible no goleiro Felipe prejudicado pelo gramado irregular.
David Dener, atacante da Desportiva Ferroviária (Foto: Richard Pinheiro)Com os dois gols marcados, David Dener disparou
na artilharia (Foto: Richard Pinheiro)
Estava fácil para a Desportiva. Aos 36, Léo Oliveira quase chegou ao hat-trick, ao receber de David Dener, matar no peito e bater firme, rente à trave direita. O quarto gol grená, no entanto, saiu ainda antes do intervalo. Aos 45, David Dener esticou na ponta direita para o lateral Renatinho, que cruzou rasteiro; Léo Oliveira fez o corta-luz e Carlos Vitor, com calma, driblou o goleiro e o zagueiro antes de rolar para o gol escancarado. Outra pintura: Desportiva 4 a 0.
Na volta para o segundo tempo, mal deu para os times se reaquecerem, e a Tiva já chegou ao quinto gol. Aos 25 segundos, o estreante zagueiro Volpe empurrou David Dener na área, cometendo pênalti, no entendimento do árbitro Geanderson Godoi. O próprio David Dener cobrou, à meia-altura, no cantinho direito: 5 a 0. O jogo estava para lá de liquidado.
Durante toda a etapa final, a Desportiva tocou a bola, poupando-se visivelmente. O técnico Mauro Soares até cobrou mais seriedade, diante de alguns passes de letra, de peito e outras jogadas "enfeitadas", mas o ritmo foi de treino. O Vitória-ES também não esboçava qualquer poder de reação. A goleada foi confirmada sem grande emoção.
Fonte: GE
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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Desportiva Ferroviária bate o Conilon e dorme líder do Capixaba


Após o empate em casa na estreia do Campeonato Capixaba 2013, a Desportiva Desportiva se recuperou com uma grande vitória no Norte do Estado. Na partida de abertura da segunda rodada, realizada na noite desta sexta-feira, em Jaguaré, o time grená derrotou o Conilon por 2 a 0 (assista aos gols) e assumiu a liderança provisória da competição. O meia Léo Oliveira, aos 38 minutos do primeiro tempo, e o volante Thiago, aos 41 da segunda etapa, marcaram os gols da partida.
Com o resultado positivo, a Tiva chega aos quatro pontos ganhos e pula da quarta para a primeira colocação no Capixabão. Já o time jaguareense, com a derrota, se mantém com três pontos, mas cai para a terceira posição e ainda pode deixar o G-4 ao fim da rodada.
Na sequência do Capixabão 2013, as duas equipes voltam a campo na próxima semana para a disputa da terceira rodada da primeira fase. Na quarta-feira, às 20h, o Conilon vai até Águia Branca para encarar o Real Noroeste, no José Olímpio da Rocha. No encerramento da rodada, a Desportiva Ferroviária recebe o Espírito Santo, na sexta, às 16h, no Engenheiro Araripe, em Cariacica.
O jogo
Reforçado pelo o zagueiro Gustavo Breda e com Márcio Gleyck improvisado na lateral esquerda, o Conilon se impôs em todo o primeiro tempo da partida. Nos primeiros 15 minutos, o time da casa teve a oportunidade de abrir o placar em pelo menos três oportunidades. Em uma delas, após um toque de calcanhar do atacante Pavão, o meia Ramires recebeu dentro da área e chutou com perigo para o goleiro Felipe, da Desportiva.
A equipe de Jaguaré manteve a postura ofensiva e ainda teve mais uma chance de marcar. Mas, aos 38 minutos, foi a Tiva quem saiu na frente, no Centro Esportivo Conilon. Após uma troca de passes, o meia Léo Oliveira recebeu dentro da área e, na definição, tocou na saída do goleiro de Rogen, marcando o primeiro gol da Desportiva. Com o gol, o time visitante foi para o vestiário com a vantagem no placar.
Se no primeiro tempo foi dominado pelo Conilon, na segunda etapa a Desportiva Ferroviária foi melhor. Em vantagem, o time comandado pelo técnico Mauro Soares administrava a posse de bola e apostava nos contra-ataques. Em um deles, aos nove minutos, o meia Léo Oliveira quase marcou o seu segundo gol no jogo. O jogador foi lançado na grande área, mas o goleiro Rogen saiu do gol e salvou o time de Jaguaré.
Desportiva Ferroviária (Foto: Reprodução/TV Gazeta Norte)Jogadores da Desportiva Ferroviária comemoram
gol da vitória (Foto: Reprodução/TV Gazeta Norte)
Sem levar perigo ao goleiro Felipe, o Conilon ainda tomou um susto quando o seu artilheiro Paulinho Pimentel sofreu um corte no rosto e deixou o campo para ser atendido em decorrência de um sangramento. Em situação adversa, o técnico Giuliano Pariz promoveu mudanças e deixou o time com três atacantes: Pimentel, Adriel e João Heleno, que entrou no lugar de Pavão. Com as alterações, o Conilon passou a pressionar mais, mas não foi o suficiente para empatar a partida.
Antes do fim do jogo o time da casa ainda teve a última chance de igualar o marcador, porém o chute do meia Jeffinho parou nas mãos do goleiro Felipe. Na sequência da jogada, a Desportiva 'matou' o jogo. Aos 41 minutos, após um contra-ataque, o volante Thiago, em uma grande jogada driblou um zagueiro do Conilon, entrou na área, passou pelo goleiro Rogen e bateu para definir o placar, em Jaguaré: 2 a 0!
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Rio Branco segura pressão e empata com o São Mateus pelo estadual


Se justiça e futebol andassem lado a lado, poderia-se afirmar que o jogo entre Rio Branco-ES e São Mateus, na tarde deste sábado, pela segunda rodada do Campeonato Capixaba, teria um final diferente. Em um confronto com o primeiro tempo apagado, mas com a etapa final eletrizante - principalmente por conta do domínio mateense, as duas equipes saíram do estádio Engenheiro Araripe com um empate por 1 a 1 (assista aos gols).
Com um meio de campo dominante na etapa final, o Pitbull do Norte abriu o placar com o camisa 10 Kiko. O Rio Branco Buscou o empate com o zagueiro Leandro Morais, mas saiu de campo vaiado pela torcida. Com o resultado, o Pitbull fica na sexta posição, com dois pontos. Com quatro, o Brancão é o segundo colocado.
Próximos jogos
Mais uma vez no estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica, o Rio Branco-ES encara o Estrela do Norte na próxima quinta-feira, dia 7, às 16h, em mais um partida com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM/ES. No mesmo dia, o São Mateus pega o Linhares, às 20h15, no jogo que marca a reinauguração das iluminação do estádio do Sernamby.
Primeiro tempo com poucas chances
Assim que a bola rolou, o que se viu foram muitos passes errados e duras divididas na luta por espaços - principalmente no meio de campo. Se os lances lúcidos nos ataques eram raros, foi de uma trombada, aos 10 minutos, que nasceu a primeira chance de gol. Aproveitando uma a divida de Faioli, o lateral-esquerdo Gilberto, do Rio Branco, arriscou da entrada da área, mas a bola parou nas mãos de Walter, que espalmou. Andrezinho pegou o rebote, mas foi travado pela zaga mateense.
Com a primeira chance, o Rio Branco insinuou ter entrado na partida e teve outra uma clara oportunidade, mas o chute de canhota de Hítalo também parou em Walter.  Bem na marcação, mas com o setor ofensivo em ritmo lento, o São Mateus mal assustava o goleiro Henrique. Em um arremate de fora da área, aos 15, Kiko mandou para longe a única finalização consciente do Pitbull.
Sem o São Mateus render coletivamente, Kelvin, tentou resolver sozinho e entrou driblando dentro na área, já no final de primeira etapa. No entanto, ao invés de finalizar, o lateral-direito preferiu cair sozinho pedindo pênalti. No lado adversário, as chances de Gilberto e Hitalo foram os únicos alentos para a torcida capa-preta que vaiou o time assim que o apito de Marcos Antônio de Souza finalizou o primeiro tempo.
Segundo tempo
Mais ousado, o São Mateus começou o segundo tempo pressionando o Rio Branco  explorando a velocidade de Weltinho. Aos 4 minutos, o camisa 11 do Pitbull do Norte recebeu na meia lua e bateu de canhota para assustar o goleiro Henrique. Tentando dar uma resposta a altura, o Rio Branco teve uma boa chance aos 6, em um chute de Ramon, após um contra-ataque.
O lance que parou nas mãos de Walter parece ter dado ao técnico Erich Bomfim uma ideia do que seria melhor para o Rio Branco. Em duas substituições, saíram o atacante Faioli e Gilberto. Entraram os meias ofensivos Humberto e Joãozinho. As mudanças deixaram o jogo mais rápido e o Rio Branco criou duas chances. Mas, nos dois chutes da entrada da área, de Humberto, aos 17, e de Ramon, aos 18, Walter estava atento para defender.
São Mateus domina e abre o placar
Rio Branco-ES e São Mateus se enfrentam no estádio Engenheiro Araripe (Foto: Richard Pinheiro)Rio Branco-ES e São Mateus se enfrentam no estádio Engenheiro Araripe (Foto: Richard Pinheiro)
Na mesma proporção que as alterações aumentaram a velocidade no ataque capa-preta, o São Mateus se aproveitou dos espaços no meia de campo para tocar a bola e mandar na partida. Perigoso, o Sama teve uma chance clara aos 22 minutos quando o atacante Flávio, de cabeça, escorou a bola para a pequena área, mas a zaga do Rio Branco deu um chutão antes de Weltinho finalizar.
Se o domínio do São Mateus tinha ligação direta com o seu toque de bola no meio de campo, nada mais justo que o seu principal meia ser presenteado - e foi isso que aconteceu. Com um chute de canhota da ponta direita, Kiko, camisa 10 do Pitbull, colocou a bola no canto direito e contou com a 'contribuição' do goleiro Henrique para inaugurar o marcador, aos 29 minutos: São Mateus 1 a 0.

Brancão empata e segura a pressão
Pressionado pelas vaias da sua torcida, o Rio Branco não se abateu e buscou a reação na bola aérea. Na primeira resposta, o meia Andrezinho cabeçou, sozinho, no meio da grande área, mas a bola foi por cima. Na segunda, o zagueiro Leandro Morais aproveitou a escorada de Guaçuí para igualar o marcador: 1 a 1.
Nos cinco minutos finais, o São Mateus ainda criou três chances claras, duas com o atacante Flávio e uma com Fábio Santos, mas, para sorte do Rio Branco, o empate prosseguiu até o final
Globo esporte
Jornalista Cleiton silva
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Desportiva Ferroviária e São Mateus empatam na abertura do Campeonato Capixaba


Após 13 anos longe da Primeira Divisão do Campeonato Capixaba, o retorno da Desportiva Ferroviária à competição não foi como a torcida esperava. Jogando no estádio Engenheiro Araripe, o time de Jardim América abriu 2 a 0 ainda na primeira etapa, mas permitiu a reação do São Mateus. No final, o 2 a 2 teve um gosto amargo para os grenás (assista aos gols).
Autor dos dois gols da Tiva durante o jogo, o atacante David Dener não escondeu o descontentamento após o apito final - e não poderia reagir de outra forma. Para o camisa 10 grená, o time cometeu erros inadmissíveis.
- O empate teve gosto de derrota, a gente estava jogando dentro de casa, ganhando por 2 a 0, não podemos dar o moles que a gente deu - analisa Dener.
Campeonato Capixaba 2013: Desportiva Ferroviária x São Mateus (Foto: Simon Dias)David Dener (10) lamentou empate na estreia (Foto: Simon Dias)
Zagueiro David reforça as críticas
Quem também criticou o bobeada da Desportiva foi o outro David, o zagueiro camisa 3. Para o 'xerife' grená, o time cansou muito rápido e precisa ter consciência dos erros que cometeu para render mais daqui pra frente
- Começamos muito bem, mas erramos muito e deixamos o empate acontecer. Só jogamos 20 minutos com a qualidade que podemos apresentar. Agora não adianta ficar lamentando. Temos que reconhecer os erros para não acontecer mais isso - afirmou David.
Fonte: Globo Esporte
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