O São Caetano precisou de dez minutos para fazer 2 a 0 neste sábado, mas soube manter os três pontos ao longo dos mais de 80 minutos seguintes. Em seu estádio, o Icasa fez três gols no intervalo, venceu por 3 a 2, se aproximou da zona de acesso para a primeira divisão e ainda empurrou seu adversário para perto da faixa de rebaixamento na Série B do Brasileiro.
E o herói do jogo foi um estreante. Tadeu, ex-atacante do Palmeiras, saiu do banco para selar a virada com gol aos 37 minutos do segundo tempo, fazendo festa que lhe valeu cartão amarelo, já que tirou a camisa do clube que fechou sua contratação nesta semana.
Antes, o São Caetano abriu o placar com Danilo Bueno, aos três minutos, e Wagner Carioca cobrou falta para fazer 2 a 0 aos dez. Na volta do intervalo, os cearenses diminuíram com Elanardo, aos seis, e empatou com Neilson, aos 29, antes de Tadeu garantir a conquista dos três pontos.
O Icasa se recuperou da goleada por 4 a 0 sofrida diante do Palmeiras, no Pacaembu, na terça-feira, e termina a partida com 16 pontos, a quatro da quarta colocação, enquanto o São Caetano está em 16º, fora da zona de rebaixamento nos critérios de desempate. Os dois times voltam a campo às 19h30 (de Brasília) de terça-feira: o clube do ABC recebe o Palmeiras, enquanto os nordestinos visitam o Figueirense em Florianópolis (SC).
O Ceará estreou na Série B do Campeonato Brasileiro atuando melhor que o São Caetano no estádio Anacleto Campanella, mas sem conseguir sair do 0 a 0 em jogo com duas expulsões.
O jogo foi morno, mas o Ceará foi melhor durante a maior parte do jogo, mesmo tendo Lulinha expulso aos 2min do segundo tempo. Já aos 45min, o São Caetano perdeu Jael por um cartão vermelho.
A melhor oportunidade foi aos 16min do segundo tempo, quando Rafael Santos saiu bem do gol para travar finalização em ótima posição de Vicente. Lulinha e Ricardinho também assustaram.
O jogo
O primeiro tempo teve poucas emoções. Mesmo atuando como visitante, o Ceará foi melhor e tentou pressionar o São Caetano, mas encontrou dificuldades para armar jogadas.
A melhor oportunidade dos primeiros 45 minutos veio aos 33min, quando Ricardinho recebeu passe de calcanhar de Vicente pela esquerda da área e cruzou para finalização de Lulinha, que finalizou para fora.
Na etapa final, porém, o Ceará não demorou a assustar. Logo no primeiro minuto, Ricardinho cortou a marcação na intermediária e arriscou de perna esquerda. A bola desviou e passou ao lado da trave direita de Rafael Santos.
A empolgação da equipe nordestina foi esfriada no minuto seguinte, quando Lulinha foi expulso com dois cartões amarelos em sequência após simular.
Mesmo assim, o Ceará teve mais uma grande chance aos 16min, com Vicente recebendo cara a cara com Rafael Santos e batendo em cima do arqueiro, que saiu bem do gol. Depois disso, porém, as equipes não conseguiram mais criar chances de destaque.
Vitória pintada de azul que adia alguma definição da Série B do Campeonato Brasileiro. O São Caetano ganhou um grande prêmio por ter segurado a pressão do Criciúma e de mais de 13.865 torcedores. O time paulista está muito vivo na luta pelo acesso com a vitória por 2 a 0 sobre os donos do Heriberto Hülse, nesta terça-feira. O time catarinense não conteve o nervosismo de alcançar logo a meta do ano e foi engolido pela frieza do Azulão.
O Criciúma novamente frustra as expectativas do seu torcedor e transforma a subida em novela. Se ganhasse, garantiria o acesso matemático à primeira divisão. Porém, foi com um gol contra e numa falha do goleiro que sucumbiu diante do São Caetano, agora apenas dois pontos atrás do quarto colocado Atlético-PR, com nove por disputar. O Tigre, estacionado nos 68, espera melhorar nas três rodadas que tem para não deixar a vaga na primeira divisão escorrer pelos dedos. Dos últimos quatro jogos, venceu apenas um – com três derrotas em seus domínios.
Cheio de gás, o São Caetano tenta, no mínimo, diminuir um pouco mais a diferença para o Atlético-PR com o próximo compromisso, às 19h30m de sexta-feira. O Azulão recebe o Boa Esporte, sem pretensões no campeonato, no Anacleto Campanella . O Criciúma tenta se refazer de duas derrotas seguidas e seguir com chances no sábado. Às 16h20m estará no Nazarenão para enfrentar o América-RN e não deixar o acesso escapulir.
Sob vaias, Carmona bate escanteio que termina na rede
Os donos da casa abdicaram do nervosismo e pressionaram o São Caetano desde os primeiros minutos da partida. A torcida também ajudava o Criciúma, que se manifestava em qualquer lance – e vaiavam o toque de bola do time paulista. Aos 13 minutos, Lins caiu pela direita, foi quase na cara de Luiz e botou na medida para Douglas. Sozinho, pegou embaixo da bola e mandou para longe. Lins deu outra assistência para Douglas, aos 17. Ele foi pelo meio e achou o atacante na ponta esquerda. O substituto de Zé Carlos, suspenso, mandou longe outra vez.
O São Caetano apostava em bolas levantadas na área em faltas ou nos escanteios, mas sem muita efetividade. Porém as coisas mudariam aos 27. Na segunda cobrança de escanteio seguida, e a segunda leva de vaias, Pedro Carmona (meia que deixou o Criciúma abruptamente no ano passado para ir ao Palmeiras) botou no meio da área e o volante França desviou. A bola foi para o próprio gol. França baixou a cabeça e Carmona celebrou. O time de branco festejou entre os tricolores. Gol que mudou o clima no estádio.
O apoio dos torcedores foi reduzido e chegou a vaiar o próprio time num erro de passe e impassível em tentativas frustradas. Aos 38, o Azulão levou perigo em jogada de Pedro Carmona que terminou com finalização dupla de Danielzinho. Na primeira, Douglas Leite evitou e no rebote ele mandou para fora. Para trazer de volta o torcedor, Fransérgio mandou uma bomba no canto esquerdo de Luiz. O goleiro foi no chão, botou a mão e para escanteio.
Donos da casa apostam e tomam o segundo
O Criciúma voltou com Gilmar na vaga de Elias. Com três atacantes iria correr atrás da vitória. O técnico Aílton Silva fez o contrário no São Caetano. Desfez a trinca ofensiva e colocou o Marcone para reforçar a marcação. No seu primeiro lance, o volante se lesionou e deu lugar ao meia Éder. O Tigre foi para cima e aos quatro minutos passou perto outra vez com Lins. Após jogada da lateral esquerda, Lins aparou no meio da área e tentou de bicicleta. A bola passou rente ao travessão e Válber, bem posicionado, reclamou do atacante porque queria a chance para ele.
O São Caetano se limitaria a jogar no contra-ataque. Foi assim que Danielzinho, aos 11, apareceu na frente sozinho. Ele ficou de frente com o goleiro Douglas Leite e mandou para fora. A tensão ficou latente com as vaias e reclamações das arquibancadas para o time da casa. Nervosismo dentro e fora de campo, ainda mais quando o São Caetano chegou ao segundo gol da noite. Aos 27 minutos, Augusto Recife arriscou do meio da rua e o arqueiro do Criciúma falharia feio. Rebateu no pé direito de Leandrão, que emendou para as redes.
O gol começou a mandar os torcedores embora para casa. O Tigre pouco conseguia chegar ao ataque com perigo. A entrada Rodrigo Tiuí foi a última tentativa de tentar mudar o placar, embora os torcedores desejassem a saída de volante Fransérgio, que era hostilizado pelas arquibancadas. A partir da mudança, aos 38, o Criciúma foi para a pressão. Mas desta vez não conseguiu mudar o placar nos instantes finais, barrado pela defesa sólida do time visitante. A torcida perdeu a paciência. Passou a gritar ‘vergonha’ para o próprio time e novamente vaiar o Criciúima. Assim foi a terceira derrota seguida dos catarinenses em casa e a elevação de motivação azul e branca pelo acesso.
Quase 11 anos depois da final do Campeonato Brasileiro de 2001, com a conquista rubro-negra, São Caetano e Atlético-PR disputam nova decisão no Estádio Anacleto Campanella. O objetivo, agora, é o retorno à elite nacional. Quem vencer o jogo, marcado para 16h20m (horário de Brasília) deste sábado, termina a 34ª rodada no G-4 e vai depender apenas das próprias forças para subir. O Azulão, que ocupa o quinto lugar, tem 61 pontos. O Furacão, quarto colocado, soma 62 - portanto, ele ficaria na frente com um empate.
O time do ABC, vice-campeão brasileiro em 2001 e também segundo colocado na Taça Libertadores do ano seguinte, era uma das sensações no começo da década passada. Os paranaenses, além do título sobre o São Caetano, com três participações no principal torneio continental, também chamava atenção dentro e fora do país. Ambos tentam voltar para a elite para reviver os tempos áureos dos anos 2000.
O Azulão, depois de superar o Vitória, encara ainda, além do Atlético-PR, o Criciúma e o Goiás. A equipe de Aílton Silva tem uma baixa para o jogo deste sábado: o zagueiro Gabriel, ex-Furacão e que cumpre suspensão. O técnico faz mistério e esconde a escalação. O Furacão de Ricardo Drubscky também tem apenas um desfalque: o volante Cleberson, em recuperação de lesão na coxa. O técnico, portanto, repete a escalação da vitória por 3 a 0 sobre o Guaratinguetá, na rodada passada.
O palco da final de 2001 deve receber o melhor público do São Caetano na Série B. O clube tem média de aproximadamente 450 presentes por partida, e os 1.267 ingressos colocados à disposição da torcida visitante estão esgotados desde quinta-feira.
O confronto tem arbitragem do baiano Jailson Macedo Freitas, auxiliado pelos cariocas Rodrigo Henrique Correa e Ediney Guerreiro Mascarenhas. O duelo tem transmissão do Premiere FC, pelo sistema pay-per-view, para todo o país e da RPC TV, afiliada da Rede Globo, para o Paraná. O GLOBOESPORTE.COM acompanha o duelo em Tempo Real, com vídeos dos principais lances, a partir de 15h50m.
São Caetano: em regime fechado desde quinta-feira, Aílton Silva faz mistério sobre a escalação. Com os retornos do zagueiro Wagner e do meia Marcelo Costa, de volta após cumprir suspensão diante do Vitória, o técnico prefere não revelar se muda a equipe ou não. Autor do gol que decisivo contra o time baiano, Pedro Carmona pode ser mantido. No ataque, quatro jogadores disputam duas vagas: Danielzinho, Somália, Leandrão e Geovane. A escalação: Luiz; Samuel Xavier, Eli Sabiá, Wagner e Diego Corrêa; Moradei, Augusto Recife, Éder e Marcelo Costa (Pedro Carmona); Danielzinho (Geovane) e Somália.
Atlético-PR: Ricardo Drubscky repete a escalação da vitória por 3 a 0 sobre o Guaratinguetá, no fim de semana passado. O volante Cleberson, em recuperação de lesão na coxa esquerda, segue fora, e o experiente Luiz Alberto continua no time titular. A escalação: Weverton; Maranhão, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, João Paulo, Henrique e Elias; Marcelo e Marcão.
São Caetano: o zagueiro Gabriel cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo, recebido na vitória por 1 a 0 sobre o Vitória. A equipe não tem nenhum desfalque por conta do departamento médico.
Atlético-PR: o volante Cleberson, ausente já nos 3 a 0 sobre o Guaratinguetá, trata de lesão de grau 2 na coxa esquerda. Os outros desfalques são jogadores que só voltam a atuar em 2013: os zagueiros Naldo e Renato Chaves e o atacante Bruno Furlan, todos em recuperação no departamento médico.
São Caetano: no goleiro Luiz. Capitão e símbolo de experiência da equipe, ele é um dos maiores ídolos da história do Azulão e costuma crescer em momentos decisivos. Ele foi importante em diversas vitórias ao longo deste Campeonato Brasileiro da Série B e deve dar trabalho aos atacantes do Atlético-PR. A defesa do São Caetano é a melhor da competição, com 31 gols sofridos, seguida de perto pela do Furacão, com 32.
Atlético-PR: no meio-campo Elias. O número 10 soma 17 jogos com a camisa rubro-negra, com 12 vitórias, dois empates e três derrotas. Ele tem sete gols e cinco assistências na Série B. Com contrato até o fim de 2014, o jogador de 29 anos - que garante se sentir em casa no clube - é peça-chave no esquema de Ricardo Drubscky.
Aílton Silva, técnico do São Caetano: “É uma sensação nova e eu conto com o apoio do torcedor. Dentro de casa, já tivemos dificuldades com equipes que se fecham muito, mas não acredito em um jogo truncado. Temos de ter pensamento positivo e, dentro do nosso campo, saber impor nosso ritmo de jogo”.
Ricardo Drubscky: “Eu não falo (que é o jogo mais importante da reta final), mas eu acho. Realmente é um jogo de muita importância. Importância para nós, para o adversári oe também para mais um ou dois candidatos. Então, é um jogo importante para a competição, que valoriza o campeonato. Não tem como não viver isso. Espero que essa importância extra não nos atrapalhe dentro de campo”.
* O duelo entre São Caetano e Atlético-PR tem 11 anos de história. No primeiro duelo, empate sem gols pela primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2001. Ao todo, o Furacão tem ligeira vantagem. Os paranaenses têm seis vitórias, contra cinco triunfos paulistas - além de três empates. O Rubro-Negro soma 24 gols pró, e o Azulão, 15 gols.
* O São Caetano disputa o 17° jogo como mandante na Série B do Campeonato Brasileiro. Até agora, ele tem oito vitórias, cinco empates e três derrotas, com 21 gols a favor e 12 gols contra. Já o Atlético-PR, como visitante, tem oito trriunfos, um empate e sete derrotas, com 28 gols marcados e 19 gols sofridos.
* O São Caetano faz a 53ª partida na temporada. Entre Campeonato Paulista e Série B, ele tem aproveitamento de 54,1%, com 22 vitórias, 18 empates e 12 derrotas. O time do ABC tem 72 gols pró e 56 gols contra.
* Já o Atlético-PR, que faz o 66° jogo no ano, tem 66,1% de aproveitamento entre Campeonato Paranaense, Copa do Brasil e Série B. O Rubro-Negro soma 39 vitórias, 12 empates e 14 derrotas, com 123 gols a favor e 58 gols contra.
No último duelo entre Atlético-PR e São Caetano, no Estádio Anacleto Campanella, melhor para os visitantes: vitória paulista por 1 a 0, com gol do atacante Geovane. Na época, o Furacão era comandado por Jorginho (demitido depois da partida), e o Azulão, por Sérgio Guedes. No jogo, pela 15ª rodada da Série B, público de 3.054 presentes e renda de R$ 38.290,00.
Em confronto direto pelo acesso à Série A, o Joinville recebe nesta
terça-feira, às 21h, pela 29ª rodada da Série B do Brasileirão, o
embalado São Caetano. O Azulão garantiu a permanência no G-4, na última
rodada, com um gol no final da partida contra o Guaratinguetá. O JEC,
por sua vez, não teve competência para finalizar as jogadas e acabou
sofrendo o empate, na etapa complementar, no jogo contra o vice-lanterna
Barueri.
Com
o grande apoio da torcida na Arena Joinville, o time catarinense tem
tido um ótimo desempenho pela Série B do Brasileirão. Em 14 jogos com o
mando de campo, o tricolor só perdeu uma vez, venceu onze e empatou
duas. A média de público de 10 mil pessoas por partida pode ser a força
extra que da equipe que deseja voltar a disputar a vaga na Série A.
No
entanto, os visitantes não estão dispostos a ceder os pontos com
facilidade. Pelo contrário, o São Caetano segue firme na luta para o
acesso à elite do futebol brasileiro. O time paulista conquistou quatro
vitórias nas últimas cinco partidas disputadas. A aproximação dos
concorrentes é um fator que obriga a equipe a manter uma boa sequência
para se garantir no G-4.
O desafio do Azulão vai ser superar a
regularidade e a obediência tática da equipe catarinense. Além do
segundo melhor saldo de gols, a defesa do JEC, principalmente em casa,
parece ser intransponível. Sofrendo apenas sete gols na Arena Joinville,
o time tem a defesa menos vasada da competição.
O JEC tem
superado as expectativas iniciais da competição. O primeiro objetivo do
técnico Leandro Campos era modesto: apenas manter o time na Série B da
competição. A equipe, em 2010, disputou a Série D, a C em 2011 e já
sonha com a elite em 2013. Uma escalada rápida que é matematicamente
possível.
O Joinville ocupa a sexta posição na tabela da Série B,
com 48 pontos e está quatro pontos atrás do São Caetano, que fecha o
grupo da classificação para a Série A, em quarto lugar. Hoje, o time do
técnico Emerson Leão só depende de si mesmo para seguir entre os
primeiros colocados e subir de divisão.
Joinville:
O time catarinense deve ir a campo com Ivan no gol; Eduardo na lateral
direita, Maurício e Diego Jussani na dupla de zaga e Carlos Alberto na
lateral esquerda; os volantes Leandro Carvalho e Glaydson fazem a
contenção e ajudam na saída de bola enquanto o meio fica para Willian e
Ricardinho; no ataque: Adaílton e Lima.
São Caetano: O
zagueiro Wagner se recupera de lesão e pode voltar o time. O time que
deve ir a campo é: Luiz, Samuel Xavier, Eli Sabiá, Gabriel (Wagner) e
Fabinho; Éder, Augusto Recife, Moradei e Marcelo Costa; Somália e
Danielzinho.
Marcinho, meia do Joinville:
“O último resultado não era o nosso objetivo (o empate em 1 a 1 com o
Barueri). Vamos trabalhar firme para vencer o São Caetano e encostar
novamente no G-4”.
Wagner, zagueiro do São Caetano: “Segundo
a comissão técnica, precisamos de mais 15 pontos para garantirmos uma
das quatro vagas. Desta forma, não podemos deixar de pontuar contra o
Joinville. Vamos encarar este confronto como uma decisão de campeonato”.