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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Melo e Soares seguram irmãos Bryan e renovam fôlego do Brasil na Davis


A pressão sobre os ombros estava divida por dois mas, mesmo assim, era enorme. Marcelo Melo e Bruno Soares precisavam vencer a melhor dupla da história para evitar a eliminação ainda na primeira rodada e dar fôlego ao Brasil na Copa Davis. Foi difícil, foi tenso, foi pegado. Mas, com poucos erros e belíssimos lances, os brasileiros seguraram os irmãos Mike e Bob Bryan, suportaram a pressão da torcida e mantiveram vivas as chances do país. Por 3 sets a 2, com parciais de 7/6(6), (7)6/7, 6/4, 3/6 e 6/3, Melo e Soares descontaram o placar da série contra os Estados Unidos para 2 a 1 e garantiram o time verde-amarelo por pelo menos mais um dia na elite do tênis mundial.
- Sabíamos que esse era, provavelmente, o maior desafio da nossa carreira. Estava 2 a 0 para os Estados Unidos e jogaríamos contra a maior dupla da história, campeã do Aberto da Austrália. Mas quem torce para a gente acreditava, sabia que era possível, pois já tínhamos vencido eles duas vezes. Mostramos agora a capacidade que temos de jogar juntos, mostramos as duplas que podemos bater. Tenho certeza que o Thomaz vai dar tudo neste domingo e, se jogar, o Thiago também vai dar. Vamos fazer tudo para o Brasil seguir no Grupo Mundial, que é onde merece estar – disse Marcelo Melo.

Neste domingo, duas partidas estão previstas para definir quem enfrentará a Sérvia na segunda rodada da Davis. Primeiro, Thomaz Belluci encara John Isner, número 16 do mundo. Caso o paulista vença e leve a decisão para o quinto jogo, Sam Querrey e Thiago Alves medirão forças.
Marcelo Melo e Bruno Soares no tênis do Brasil contra Estados Unidos duplas Copa Davis (Foto: EFE)Marcelo Melo e Bruno Soares conversam: sintonia fina em quadra dá fôlego ao Brasil (Foto: EFE)
Jogo tenso e de alto nível
Saque de Bob, voleio de Mike. A dinâmica dos irmãos americanos, mesmo com os papeis invertidos, funcionou bem no início da partida. Os serviços dos donos da casa foram confirmados, um a um, com mais facilidade do que o dos brasileiros. Pelo menos até o oitavo game, quando Marcelo Melo sacou com perfeição, sem dar margem para os rivais pontuarem. Equilibrado, o set se encaminhou para o tie-break. No desempate, os gêmeos abriram 5 a 1 com relativa tranquilidade. Mas a dupla verde-amarela não se entregou. Com um ace, Bruno Soares salvou o primeiro set point e, com voleio, mais outro. Melo, do fundo de quadra, se agigantou para reverter o placar. Em devolução de Mike Bryan para fora veio o primeiro suspiro de alívio para o Brasil: 7/6 (8/6).
A segunda parcial seguiu lá-e-cá, assim como a anterior. O lance de maior destaque foi uma pintura de Marcelo Melo. Junto à rede, o brasileiro reposicionou a raquete rapidamente, colocando-a entre as pernas. A bolinha caprichosamente encobriu os gêmeos e caiu triscando a linha de fundo de quadra. Melo, vibrando muito, pediu e recebeu palmas pela beleza da jogada (veja ao lado).
Sem quebras, o set se encaminhou mais uma vez para o tie-break. Como um espelho da parcial anterior, o placar marcou 6 a 3, desta vez para os brasileiros. Os americanos salvaram um set-point atrás do outro. Melo, com voleio no fundo de quadra, comemorou o que seria o fim da etapa. Seria.
Mike e Bob Bryan no tênis Estados Unidos x Brasil duplas Copa Davis (Foto: EFE)Mike e Bob Bryan: eficiência no saque e provocação aos brasileiros no segundo set (Foto: EFE)
A dupla da casa desafiou e, com razão, levou o ponto. Mike Bryan passou no banco brasileiro provocando (veja no vídeo abaixo), e o capitão João Zwetsch reclamou com a arbitragem. Os duplistas verde-amarelos tiveram nova chance de fechar, mas desperdiçaram. Com a chance na mão, os americanos não perdoaram. Empataram o jogo e provocaram mais um pouco: 7/6 (9/7).
No terceiro set, finalmente saiu a primeira quebra da partida. Melo e Soares se alternaram em belas jogadas até Mike Bryan ceder o ponto em voleio para fora. No game seguinte, Soares confirmou a vantagem em 3 games a 1. Mesmo com ótimos saques dos americanos e com toda a torcida contra, a dupla brasileira segurou a margem com bravura. Os irmãos salvaram dois set points, mas não os abateram. Com ótimo saque de Soares, uma devolução para fora selou o placar da parcial: 6/4.

No quarto set, os serviços foram mais ameaçados do que em todo restante da partida. Primeiro, o Brasil teve quatro chances de quebra, mas deixou os americanos fecharem. No quarto game o panorama se inverteu. Bruno Soares mandou na rede e deixou os rivais em vantagem. Mas, pecando na pontaria, os irmãos devolveram a gentileza e permitiram que os mineiros garantissem o ponto. No sexto game, porém, não houve perdão. Com dois break-points, os gêmeos quebraram o serviço brasileiro pela primeira vez. Ao pontuarem no game seguinte, abriram 5 a 2. A vantagem foi mantida e, em bola na rede de Soares, os irmãos Bryan igualaram a partida: 6/3.
Os americanos tiveram chance de quebra já no primeiro game do quinto set. Os mineiros salvaram, e Bruno Soares confirmou o ponto para o Brasil. No segundo serviço verde-amarelo, os anfitriões tiveram mais duas oportunidades de pontuar, mas não alcançaram sucesso. No oitavo game, a estrela dos brasileiros voltou a brilhar. No serviço dos americanos, Melo e Soares se alternaram para abrir 40 a 0. Uma dupla falta de Mike Bryan deu o ponto aos mineiros, que sacaram para o jogo. Com saque perfeito de Marcelo Melo, Bob devolveu na rede, deu a vitória e fôlego ao Brasil: 6/3.
Globo esporte

Jornalista Cleiton silva
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José Aldo demole Frankie Edgar aos poucos e mantém o título dos penas


Se alguém tivesse buscado na etimologia dos nomes dos protagonistas da superluta pelo cinturão dos pesos-penas do UFC uma pista para quem seria o vencedor do combate entre o campeão da categoria, José Aldo, e o desafiante, Frankie Edgar, provavelmente teria assistido ao duelo com a certeza de quem teria o braço levantado pelo árbitro Steve Mazzagatti. "Aldo" significa "nobre", e o número de destino dos que carregam esse nome é "4". Coincidentemente, esta foi a quarta luta do campeão pelo UFC. Premonitoriamente, os "Aldos" estão fadados a "enfrentar limitações e restrições bem definidas. Sua poderosa força de vontade e determinação, juntamente com sua imaginação criadora, permitem ultrapassar os obstáculos e alcançar o sucesso. A luta é sempre um estímulo." Estimulado pelo desafio de encarar o ex-campeão dos pesos-leves, o brasileiro aproveitou o que seu nome o reservou e manteve seu cinturão com uma vitória clara por decisão unânime dos juízes (49-46, 49-46 e 48-47), impondo ao americano a primeira derrota na nova categoria de peso. Só para constar, "Edgar" significa "inteligente, movido pela razão, mas precisa controlar o nervosismo". O número? "3". Coincidência ou não, essa foi a terceira derrota seguida do americano - havia perdido duas vezes seguidas para Ben Henderson.
UFC 156 Jose Aldo e Frankie Edgar (Foto: Agência Getty Images)Aldo golpeia Frankie Edgar na vitória por unanimidade sobre Frankie Edgar no UFC 156 (Foto: Getty Images)
- Frankie Edgar é um grande lutador, eu sabia que tinha que trabalhar round a round, porque ele tem o queixo muito duro. Ele sabia que eu iria chutar na coxa e estava esperando para me colocar para baixo, então eu fui chutando aos poucos. Essa vitória é para todo o povo de Santa Maria pela tragédia que aconteceu lá. Espero que essa vitória conforte um pouco vocês pelo que aconteceu. Bater o peso é um pouco difícil, eu passo um pouco mal, mas minha equipe me ajuda e me dá força para cortar peso. Galera da Nova União, essa é pra vocês também. Esse título eu só perco para alguém da minha academia. Se não for pra eles, eu vou continuar espanando os caras, porque aqui eles não se criam - disse José Aldo após a luta.
Frankie Edgar preferiu não comentar a luta e parabenizou o brasileiro pela vitória.
- Foi uma luta muito dura, mas parabenizo José pela vitória. Não importa quem ganhou os rounds, ele venceu. Agora tenho que ir para casa e pensar no que fazer daqui para frente.
A luta
O primeiro round começou com Edgar mostrando que iria para cima de Aldo, mas o campeão aplicou um chute na altura da cintura, mantendo o desafiante à distância. A torcida brasileira gritava o nome de Aldo, rivalizando com os gritos de "Frankie" dos americanos. O brasileiro acertava bons jabs no americano, aproveitando sua maior envergadura. Com excelente movimentação, o brasileiro conseguia golpear mesmo andando para trás, anulando o ótimo boxe de Edgar e aplicando bons chutes na coxa esquerda do americano.
O segundo round trouxe Aldo concentrado e castigando o americano com um gancho e um direto logo nos primeiros segundos. O americano parecia não estar confortável com a movimentação do brasileiro. Quando entrava no raio de ação de Aldo, Edgar sofria golpes fortes que o afastavam. A primeira tentativa de queda do desafiante também foi defendida por Aldo, que respondeu com um belo chute na coxa esquerda do americano. A um minuto do fim do round, Edgar acertou um belo direto em Aldo, que caiu, mas levantou-se imediatamente, evitando o ground and pound do americano.  No intervalo, a perna esquerda de Edgar foi focalizada, evidenciando as marcas dos chutes do campeão.
No terceiro round, Edgar mais uma vez tentou a queda, que foi novamente defendida pelo brasileiro. Uma ponteira certeira de José Aldo atingiu em cheio o rosto do americano, que não mostrou estar abalado, evidenciando a sua resistência a golpes. A luta seguia tensa, com ambos os atletas estudando cada movimento. O americano passou a desferir chutes baixos a dois minutos do fim do round, e combinou alguns golpes no rosto de Aldo, que absorveu com tranquilidade. O americano chegou a perder o equilíbrio e cair com o rosto no chão ao tentar um chute do qual o brasileiro se desviou.
No quarto round, Aldo seguiu as instruções do seu córner e passou a atacar com chutes baixos a perna esquerda de Frankie Edgar. Nos contragolpes, no entanto, o americano levava perigo com os socos de esquerda. A 1m35s, Edgar tentou jogar Aldo no chão, mas o brasileiro "quicou" e voltou a ficar de pé, cedendo as costas ao americano, que aplicava joelhadas na parte posterior da coxa direita do brasileiro até o campeão desvencilhar-se e voltar a lutar de frente para o desafiante.
No round final, Aldo manteve a guarda alta, evitando as quedas no início, e tentando pontuar, enquanto Edgar se movimentava e buscava uma brecha na defesa do brasileiro. O americano buscava pontuar e se arriscava ao encurtar a distância. Aldo se mantinha fiel ao seu plano de jogo, evitando as quedas e jogando no contragolpe. Nos segundos finais, Aldo apoiou-se nas grades com os pés e aplicou um belo "superman punch" antes de soar o gongo.
Globo esporte
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Minotouro vence Evans no UFC 156


A luta foi amarrada. Mas, se faltou movimentação, sobrou emoção para Rogério Minotouro. Depois de mais de um ano afastado do octógono por lesões, o meio-pesado brasileiro voltou conseguindo uma vitória importante sobre o ex-campeão de sua categoria Rashad Evans, que não conseguiu nem assustar o brasileiro durante os três rounds em Las Vegas. O triunfo de Nogueira foi na decisão unânime dos jurados (29 a 28, 29 a 28 e 29 a 28) e o coloca em uma situação bem melhor dentro da divisão.
UFC 156 RAshad Evans e Rogerio Minotouro (Foto: Agência Getty Images)Rogério Minotouro golpeia Rashad Evans no card principal do UFC 156 (Foto: Agência Getty Images)
A luta
No primeiro minuto, os dois atletas mediram a distância e coube a Rashad o papel de desferir os primeiros golpes, caminhando na direção do brasileiro. Ainda receoso, o americano acertou bons chutes, enquanto o Minotouro respondeu com um jab no rosto. Enquanto Evans não conseguia entrar no raio de ação, Rogério acertava mais jabs e cruzados. Era menos veloz, porém mais efetivo. Após a trocação, Rashad conseguiu pegar um double leg e derrubar o adversário, que conseguiu se levantar rapidamente. Estava centrado na luta.
No segundo assalto, a trocação no centro do octógono continuou. Desta vez, Rogério Minotouro acertou mais golpes nos dois primeiros minutos, conectando bons jabs e defendendo bem os chutes do americano. Rashad então andou na direção de Rogério e lançou dois cruzados de direita. Ambos os lutadores mostravam receio na hora de atacar e esbarravam em suas guardas. Rashad Evans ainda catou as pernas de Nogueira no fim do round, mas o atleta do Brasil mostrou novamente sua excelente defesa de queda e manteve a luta de pé.
A luta estava muito amarrada. No terceiro e último assalto, a trocação de golpes de curta distância, sem muita força, continuou. Minotouro chegou a arriscar chutes, mas apenas os jabs iam entrando. Rashad, muito respeitoso, desferia cruzados. Após uma breve interrupção por conta de um golpe acertado no olho do brasileiro, a luta não mudou. Rashad tentou ser mais agressivo nos dois minutos finais, mas Rogério soube se esquivar dos socos. Solto, Minotouro pontuava mais e, de quebra, continuava se defendendo bem das quedas aplicadas pelo rival. Quando faltavam poucos segundos, os dois lutadores, enfim, se enfrentaram de perto, trocando os últimos socos e joelhadas.
Globo esporte

Jornalista Cleiton silva
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Demian Maia domina Jon Fitch e vence no UFC 156


Demian Maia não deixou Jon Fitch lutar. Em sua terceira luta pela categoria dos meio-médios, o lutador brasileiro confirmou a ótima fase de sua carreira e venceu Jon Fitch, ex-desafiante ao título da divisão, na decisão unânime dos jurados (30 a 27, 30 a 27 e 30 a 27). Durante os três rounds, Demian fez prevalecer seu jogo, trabalhando nas costas do rival, que não conseguiu se movimentar e pouco assustou dentro do octógono. O lutador do Brasil não perde há três lutas.
UFC 156 Jon Fitch e Demian Maia (Foto: Agência Getty Images)Demian Maia dominou Jon Fitch no chão e venceu a terceira seguida nos meio-médios (Foto: Getty Images)
Demian não quis saber de trocação. No primeiro segundo do combate já levou Fitch para o chão. O americano até conseguiu levantar com certa rapidez, mas o brasileiro já estava montado em suas costas. Mochilando o rival, Demian Maia tentava ajustar a pegada de um mata-leão, enquanto Jon Fitch tentava soltar as mãos do rival a todo custo. Com inteligência, o lutador do Brasil não deixava o rival se livrar da posição e, ainda nas costas, passou a desferir chutes e socos laterais. Em ampla desvantagem no assalto, o americano apenas apenas se protegia de uma finalização, sem fazer absolutamente nada nos primeiros cinco minutos de combate.
No segundo round, Jon Fitch pareceu estar mais atento nos primeiros segundos. Na trocação, entretanto, Demian conseguiu aplicar um takedown no tempo exato, mas Fitch se levantou na sequência. O brasileiro empurrou o rival para a grade e, veloz, conseguiu o derrubar novamente, mostrando muita vontade. No solo, ele voltou a ficar nas costas do rival, onde disparou socos enquanto tentava ajustar uma finalização. Empurrado pelos brasileiros presentes na arena de Las Vegas, Demian quase acertou o mata-leão, mas o americano, muito aguerrido, conseguiu respirar. Preso pelas pernas de Maia, Fitch tentava virar, mas não se livrava da posição desconfortável.
Demian Maia começou o último roud tentando, novamente, levar para o chão. Jon Fitch, dessa vez, conseguiu se defender, mas acabou sendo empurrado contra a grade. Na sequência, Demian conseguiu pegar, de novo, as costas de rival, que foi para o chão. O americano ainda conseguiu se levantar rapidamente, mas o brasileiro o puxou o solo. Tentando reagiar, Fitch enfim conseguiu ficar por cima, onde aplicou uma cotovelada e alguns socos no rival. Mas Demian Maia não se assustou. Ele ainda conseguiu levantar, empurrando o rival contra a tela mais uma vez.
De volta ao centro do octógono, os dois trocaram poucos socos, já que o brasileiro catou mais uma vez a perna de Jon Fitch e o derrubou. No muinuto final, a tônica da luta se manteve: Demain continuou a trabalhar bem nas costas do americano, que não conseguia se livrar da posição. Com propriedade e eficiência, o brasileiro levou a melhor.
Globo Esporte
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