quinta-feira, 12 de julho de 2012

Felipão e seus guerreiros conquistam a Copa do Brasil e recolocam o Palmeiras na elite do futebol brasileiro




De Vitor Birner
Coritiba 1×1 Palmeiras
O Palmeiras limitado, mas guerreiro, bem-posicionado e  unido dentro de campo, como são as equipe do mestre Luís Felipe Scolari, está de novo na elite do futebol nacional.
Não digo isso por causa da qualidade do futebol da equipe, mas porque garantiu um lugar na próxima Libertadores ao conquistar o principal título que tinha condições técnicas de ganhar.
A comissão técnica, os atletas raçudos, a direção que não demitiu o treinador nos momentos de crise e os torcedores palestrinos merecem os parabéns.
É dia dos Alviverdes festejarem toda a superação das dificuldades na competição. A pior delas, sem dúvida, foi a ausência de Barcos nas duas finais.
Quero dar os parabéns mais intensos aos palestrinpos que apoiaram o grande Scolari.
Sem ele, certamente não havia chance de ser campeão.
O restante do post tem a explicação do empate no Couto Pereira. O Palmeiras jogou melohor na casa do Coxa do que na Arena Barueri.
Escalações
Palmeiras – Bruno; Artur, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Juninho; Henrique, Marcos Assunção, João Vitor e Daniel Carvalho. Mazinho e Betinho
Coritiba – Vanderlei; Jonas, Demerson, Pereira e Lucas Mendes; Willian Farias, Sergio Manoel, Rafinha e Everton Ribeiro; Roberto e Everton Costa
Coxa pressiona; Palmeiras ameaça
Marcelo Oliveira escalou Demerson no lugar de Emerson, suspenso.
O treinador, por opção, fez outras alterações no time que começou o jogo na Arena de Baueri.
A necessidade de ganhar por 3 gols de vantagem para ser campeão ou por 2xo e tentar o título nas penalidades, fez o treinador privilegiar a parte ofensiva.
O volante Sergio Manoel substituiu Junior Urso e Roberto, atacante, iniciou na vaga de Gil.
O posicionamento da equipe foi parecido com o do jogo anterior.
Roberto ficou na esquerda. Gil também havia atuado ali. A diferença é a característica deles.
O titular desta quarta-feira é um atacante que recua para fazer a linha de três na meia, enquanto o outro, sob o comando de Marcelo Oliveira, é o meia que tem facilidade para recuar e ajudar os volantes.
O Coxa iniciou pressionando. Marcou a saída de bola, impediu o Palestra de fazer a transição da defesa ao ataque com ela no chão, e ficou procurando espaço no meio do bem-posicionado bloqueio armado por Felipão.
Rafinha, na direita da linha de três, foi o mais acionado.
A dupla de volantes formada por Marcos Assunção e Henrique se revezou para auxiliar Juninho, lateral-esquerdo, muito exigido porque Rafinha tentou vários dribles.
Houve momentos em que Mazinho voltou para ajudar. Daniel Carvalho, encarregado de armar os contragolpes e Betinho, o atleta mais adiantado, marcaram pouco.
A superioridade improdutiva durou 12 minutos.
O Palmeiras, no primeiro ataque, criou a melhor chance do jogo até aquele momento. Juninho exigiu boa defesa do goleiro Vanderlei.
Palmeiras cresce
O lance mudou a cara do confronto. O Alviverde visitante adiantou a marcação e o Coxa não achou a forma de sair de trás trocando passes.
Havia espaço no sistema defensivo do Coxa, mas nessa hora aparecem os limites técnicos, individuais, palmeirenses.
Daniel Carvalho, que sabe jogar bola, alternou altos e baixos. Errou alguns curtos.  Quando acertou, Mazinho e Betinho falharam em lances simples.
As cobranças de faltas de Marcos Assunção, acabaram, como quase sempre, proporcionando  os lances de grande perigo.
Betinho, aos 19, perdeu excelente chance depois do cruzamento do veterano.
De qualquer forma, o Palestra controlou o duelo e deixou a situação incômoda para os anfitriões em grande parte da etapa inicial.
O velho problema
O Coxa melhorou nos últimos minutos. De novo conseguiu ficar com a gorduchinha na meia.
E, tal qual de costume, errou o último passe, aquele que deixa o companheiro em boa condição de finalizar, e o arremate em gol.
Rafinha perdeu ótima chance, após a assistência de Everton Costa.
Mudança
Felipão havia sido obrigado a trocar Thiago Heleno, machucado, por Leandro Amaral.
No retorno do intervalo, Marcelo Oliveira botou Ayrton no lugar de Jonas. Queria aumentar a qualidade do apoio do lateral na direita.
Pressão do Coritiba
O Coxa foi para cima no segundo tempo.
Os laterais Lucas Mendes e Ayrton apoiaram ao mesmo tempo. Às vezes os volantes  Willian Farias e Sergio Manoel apareceram juntos, na meia.
O Coritiba decidiu correr riscos ao deixar os zagueiros Pereira e Demerson contra Mazinho e Betinho. Não havia ninguém na sobre nessas horas.
Aos 12, Felipão trocou Daniel Carvalho, sumido e cansado, por Luan.
A ideia era fortalecer a marcação em Rafinha, o mais exigido na articulação dos lances ofensivos do Alviverde anfitrião.
O Palestra se encolheu atrás da linha que divide o gramado.
Tudo ou nada
Aos 14, Marcelo Oliveira abriu mão do volante Sergio Manoel para escalar Lincoln.
Foi para o tudo ou nada.
Defensável
Aos 16, em cobrança de falta, Ayrton balançou a rede.
Bruno demorou um pouco para ir na bola.
Não foi um frango, mas uma pequena falha, que poderia ter ficado gigante se o desenrolar do confronto fosse diferente.
Tudo para o Palmeiras
O tudo ou nada terminou em título do Palmeiras.
O gol aconteceu no lance forte da equipe.
Marcos Assunção cobrou a falta, cruzou, e Betinho desviou.
O 1×1 gelou o escancarado Coxa e definiu o campeão da Copa do Brasil.
Dali em diante, o jogo entrou no piloto automático.
De um lado, os atletas do Coritiba tentaram lutar, mas não encontraram forças emocionais para fazê-lo.
Do outro, os boleiros palmeirense, confiantes, administraram a situação até o apito final de Sandro Meira Ricci
Resultado justo
O árbitro sopra tudo não interferiu no resultado.
Manteve o mesmo critério ao longo do confronto e não falhou em lances defensivos.
Nenhum dos pênaltis pedidos aconteceu.
Fonte: Uol
                                                             Erly Souza

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