domingo, 14 de outubro de 2012

Marcelo sofre fratura em treino da Seleção e fica até 3 meses fora

O lateral esquerdo ficará fora dos gramados por até três meses. Foto: Mowa Press/Divulgação

O lateral esquerdo Marcelo sofreu uma fratura no quinto metatarso do pé direito durante o treinamento da Seleção Brasileira, neste domingo, e vai ficar afastado dos gramados por até três meses. O jogador estava concentrado para o duelo contra o Japão, nesta terça-feira, em Wroclaw, e agora seguirá nesta segunda-feira para Madri, onde continuará o tratamento.


Segundo o médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, caberá ao Real Madrid decidir qual tratamento será realizado. Uma cirurgia não está descartada, mas o tempo previsto de recuperação é o mesmo. ¿A diferença é que como tratamento cirúrgico fica mais difícil ocorrer uma nova fratura¿, disse.
Marcelo passou por exames de raio-x em uma clínica na cidade Wroclaw e já está usando uma bota ortopédica no local. Lasmar já entrou em contato com a comissão médica do Real Madrid para informar sobre a lesão.
Com a baixa, o técnico Mano Menezes terá problemas para armar a equipe que enfrenta o Japão. Os laterais Daniel Alves e Alex Sandro já haviam sido cortados por lesões sofridas em seus clubes, e o ala esquerdo Adriano precisou jogar do lado direito.
O treinador, assim, terá que improvisar em uma das laterais. A opção mais provável é o retorno de Adriano à lateral esquerda e a entrada de um zagueiro, Dedé ou Leandro Castán, na direita.
Fonte: Terra
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PÓS-JOGO Coritiba 2 x 1 Bahia


Coritiba e Bahia entraram em campo iguais na tabela, mas em momentos distintos no campeonato. Enquanto o Coxa buscava a sua terceira vitória consecutiva, o Bahia tentava quebrar a sequência de dois jogos sem vencer. Depois de um primeiro tempo equilibrado, o domínio coxa-branca no segundo tempo foi determinante no placar: Coritiba 2 a 1.
Com gols de Lucas Claro e Deivid, o Coritiba venceu pela primeira vez três jogos seguidos nesta Série A e se afastou ainda mais da zona de rebaixamento. A distância aumentou para onze pontos. Já o Bahia, que descontou com Alysson, segue oito pontos na frente do Sport, primeiro do grupo dos quatro que descem para a Segunda Divisão.
Autor do gol decisivo da partida, o atacante Deivid comemorou poder ajudar mais um vez ao Coritiba. Ele destacou a importância do treinador confiar no camisa 9 da equipe durante todo o jogo.
- Quando você joga os 90 minutos, sempre tem uma ou duas boas oportunidades. E quando aparecer é preciso ter tranquilidade. Aqui no Coritiba, estou jogando 90 minutos e tenho aproveitado oportunidades. Quero estar sempre fazendo gol - disse o atacante.
Já o atacante Zé Roberto, do Bahia, disse que o resultado poderia ter sido diferente, mas destacou que a equipe jogou bastante desfalcada.
- É natural ter erros individuais com muitos jogadores que não vem jogando juntos em campo. Por isso temos que ter elenco forte. A gente poderia ter tido um resultado melhor, mas é isso mesmo. Todo mundo tentou ajudar, agora vamos para frente - disse Zé Roberto.
Everton Ribeiro coritiba Fahel Bahia brasileirão (Foto: Ricardo Saibun / Agência Estado)Na próxima rodada, o Coritiba volta a atuar em casa, no Couto Pereira, desta vez, o adversário será o Náutico. A partida será na próxima quarta-feira, às 19h30. No mesmo dia e horário, o Bahia recebe o Palmeiras, no estádio de Pituaçu, em Salvador.

Gol lá, gol cá: Primeiro tempo começa elétrico

Iguais na tabela de classificação, Coritiba e Bahia começaram iguais nos primeiros minutos da partida deste domingo no Couto Pereira. Em busca de escapar do rebaixamento, as duas equipes se lançaram ao ataque desde os primeiros minutos. O Bahia foi quem criou as primeiras chances com os chutes de fora da área de Rafael e Zé Roberto, mas foi o Coxa quem abriu o placar. Aos 10 minutos, após cobrança de escanteio, Lucas Claro subiu livre e cabeceou sem chances para Marcelo Lomba: Coritiba 1 a 0.
O Coxa até tentou imprimir um ritmo mais forte em busca do segundo gol, mas a equipe comandada por Jorginho não se apavorou e manteve a postura ofensiva. Se a bola parada colocou o Coritiba na frente, foi a mesma bola parada que igualou a partida. Neto cobrou falta na área paranaense, a zaga vacilou e Alysson apareceu livre pra desviar de leve e empatar a partida: 1 a 1.

Depois de sofrer o empate, o Coritiba passou a povoar o campo de defesa do Bahia e chegar mais forte ao ataque. Em uma dessas chegadas, Marcelo Lomba precisou fazer milagre para impedir o segundo gol paranaense. Após um bate-rebate na área, a bola sobrou para Deivid. O atacante bateu com consciência, mas Marcelo Lomba fez uma grande defesa e impediu o segundo gol paranaense.

Em outra boa oportunidade, Rafinha fez uma linda jogada pela esquerda e deixou Everton Ribeiro na marca do pênalti. O atacante se desequilibrou sozinho e caiu na área. A torcida reclamou de penalidade, mas o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães, acertadamente, mandou o jogo seguir.

A parte final do primeiro tempo foi bem diferente dos primeiros minutos. O Coxa teve dificuldades para criar e o Bahia só conseguiu chegar uma vez, mas Diones finalizou mal e desperdiçou um contragolpe rápido.
Água mole, pedra dura....Deivid decide

Os primeiros minutos do segundo tempo foram bem diferentes dos primeiros minutos da etapa inicial, principalmente pelo lado do Bahia. Desligado na partida, o Tricolor baiano só assistiu ao Coxa jogar. A equipe curitibana demorou para perceber o modo “off-line “ do Bahia.


As principais chances do Coritiba só apareceram após os dez minutos do segundo tempo, mas aí, entrou em cena a figura de Marcelo Lomba. O goleiro do Bahia fez pelo menos três defesas espetaculares.

Na primeira delas, Deivid apareceu sozinho na frente de Lomba. O atacante cabeceou forte, mas o goleiro fez uma boa intervenção. No rebote, Lomba fez outro milagre em um chute de Lincoln. Enquanto o Bahia só assistia, o Coritiba continuava a criar. Júnior Urso fez grande jogada individual, passou por dois marcadores e da entrada da área chutou forte para Lomba fazer mais um milagre. Na sobra, Gil tentou o chute a meia altura e Lomba, incrível, fez outra grande defesa.

De tanto insistir, o Coritiba chegou ao segundo gol. Aos 27 minutos, Lincoln cruzou com muita categoria na cabeça de Deivid. O atacante subiu livre e com estilo empurrou para o fundo das redes de Marcelo Lomba: Coritiba 2 a 1.
Depois do gol, o Bahia tentou acordar na partida, mas já era tarde. Não havia mais tempo para nada. Sempre na bola parada, o Tricolor tentou chegar, mas foi pouco. O Coxa também tentou ampliar o marcador, mas Marcelo Lomba voltou a aparecer bem.
Fonte:Globo Esporte
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Náutico mantém hegemonia em casa e amplia má fase do Palmeiras

Gol de Kieza no primeiro tempo assegurou 11ª vitória do Náutico em 15 jogos em casa. Foto: Aldo Carneiro Costa/Gazeta Press


Está cada vez mais difícil para o Palmeiras evitar o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, pela 30ª rodada da Série A, o time paulista foi ao Estádio dos Aflitos, no Recife, e perdeu para o Náutico por 1 a 0, gol de Kieza.
Jogando em casa, o time pernambucano ampliou seu impressionante retrospecto favorável: em 15 jogos no estádio alvirrubro, a equipe comandada por Alexandre Gallo venceu 11 vezes, com dois empates (contra Cruzeiro e Vasco) e apenas duas derrotas (Fluminense e Coritiba). O Náutico agora tem 40 pontos, confortavelmente no meio da tabela.
Para o Palmeiras, porém, a situação é ainda mais dramática. Com 26 pontos, o time permanece estacionado na 18ª colocação, a nove pontos do Bahia (16º colocado). O Atlético-GO, lanterna, tem 23 pontos após vencer o Internacional neste sábado.
Diante da má fase do Palmeiras, o Náutico não demorou a fazer valer sua força em casa e abriu o placar aos 14min do primeiro tempo. Em jogada individual, Kieza arrancou pelo meio, invadiu a área, escapou de Thiago Heleno e chutou no canto esquerdo do goleiro Bruno. De quebra, aos 23min, o próprio Kieza teve a chance de fazer o segundo, tabelando com Araújo e mandando rente ao travessão palmeirense.
Com um jogo equilibrado e de forte marcação no meio de campo, o Náutico chegava com perigo nas arrancadas de Rhayner. O Palmeiras, por usa vez, dependia de Tiago Real, que teve boa oportunidade em falta aos 43min - a cobrança, no entanto, resvalou na barreira e passou à direita do gol defendido por Felipe.
A partir do segundo tempo, porém, o Palmeiras sucumbiu à pressão e mostrou-se desequilibrado. Aos 7min, Araújo recebeu de Elicarlos e chutou com perigo, parando em boa defesa de Bruno. Dois minutos depois, Rhayner recebeu em profundidade pela direita e chutou cruzado, acertando a trave de Bruno. Pressionado, o time paulista sacou Márcio Araújo para a entrada de Betinho.
No entanto, as coisas pioraram ainda mais para o Palmeiras aos 17min, quando Thiago Heleno parou a arrancada de Araújo com falta e recebeu cartão vermelho - o lateral Juninho ainda reclamou da marcação e recebeu amarelo. Aos 27min, Kieza entrou na área pela direita e tentou tocar a bola para o centro, mas parou na defesa de Bruno.
Dominante, o Náutico teve a chance de marcar mais uma vez em falta cobrada por Martinez aos 35min, por cima do gol. Vinícius ainda tentou aos 39min, com Vinícius, mas o chute rasteiro da esquerda parou na defesa com os pés de Felipe.
Os dois times voltam a entrar em campo na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, em duelos que podem definir ainda mais a zona de rebaixamento da competição. Enquanto o Náutico visitará o Coritiba, o Palmeiras enfrentará o Bahia fora de casa.
Fonte: Terra
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Em "estreia" da camisa listrada, Santos vence e tira Vasco do G-4

Em tarde inspirada de Miralles, o Santos venceu e tirou o Vasco do G-4. Foto: Ricardo Saibun/Gazeta Press


O Santos utilizou, neste domingo, a tradicional camisa listrada pela primeira vez na temporada e se deu bem. A equipe do técnico Muricy Ramalho bateu o Vasco por 2 a 0, na Vila Belmiro, e, de quebra, tirou o rival cruz-maltino do G-4 da Série A do Campeonato Brasileiro. Os dois gols foram marcados pelo argentino Miralles.
Até a partida deste domingo, o Santos, comemorando o centenário de fundação, vinha usando o uniforme azul - que remonta ao primeiro manto do clube - como reserva.
O Vasco, que parou nos 50 pontos, foi ultrapassado pelo São Paulo, que superou o Figueirense por 2 a 0 e somou 52. Já o Santos, com o triunfo, contabilizou 41. Na quarta-feira, os alvinegros receberão o Atlético-MG. Um dia depois será a vez dos vascaínos visitarem o Botafogo, no Engenhão.
Mais ligado no começo do jogo, o Santos (sem Neymar, que está servindo a Seleção Brasileira) pressionou o rival carioca e abriu o placar logo aos 8min. Após ser acionado por Bill, Miralles carregou, invadiu a área e bateu na saída do goleiro Fernando Prass.
O Vasco, que havia perdido na quarta-feira para o São Paulo, respondeu. Cinco minutos depois, Éder Luis recebeu e arrematou no canto de Rafael. O juiz, no entanto, assinalou impedimento. O lance, porém, não amenizou o ímpeto dos anfitriões. Aos 22min, Bruno Peres arriscou de longe e exigiu boa defesa do arqueiro vascaíno.
Aos 30min, o mesmo Bruno Peres disparou pela direita e apareceu na frente de Prass, que saiu bem por baixo e evitou o segundo tento mandante. O Vasco, sem Dedé e Juninho (vetado por ter acusado dores no púbis), se mostrou inoperante nos 45 minutos iniciais.
O Santos voltou do intervalo com a mesma toada do início e marcou mais um. Felipe Anderson achou Miralles, que avançou e anotou mais um: 2 a 0. O Vasco, em desvantagem, esboçou uma reação, mas parou nas intervenções seguras de Rafael.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 x 0 VASCO
GOLS
SANTOS: Miralles, aos 9min do primeiro tempo e aos 2min do segundo tempo
SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Durval, Bruno Rodrigo e Léo; Adriano, Henrique (Gerson Magrão), Arouca e Felipe Anderson; Miralles (Patito) e Bill
Técnico: Muricy Ramalho
VASCO
Fernando Prass; Jonas (Pipico), Rodolfo, Douglas e Wendel; Nilton, Fellipe Bastos, Felipe (Jhon Cley) e Eder Luis; Carlos Alberto (Marlone) e Alecsandro
Técnico: Marcelo Oliveira
Cartões amarelos
SANTOS: Henrique e Rafael
VASCO: Nilton e Fellipe Bastos
Árbitro
Wilton Pereira Sampaio
Local
Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Fonte: Terra
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Com briga e "sangue na cara", Fortaleza vira e complica Santa Cruz

Briga começou após Chicão levar uma cotovelada de Esley no supercílio. Foto: Aldo Carneiro Costa/Gazeta Press


Em jogo marcado por uma confusão generalizada no final do primeiro tempo, o Fortaleza venceu o Santa Cruz de virada por 2 a 1 no Estádio Arruda, em partida válida pela 16ª rodada do Grupo A da Série C do Campeonato Brasileiro. O resultado complica a situação do time pernambucano, que pode sair da zona de classificação para a fase de mata-mata do torneio.
O primeiro gol da partida saiu aos 21min do primeiro tempo. Leozinho cruzou e Esley fez contra após desviar em direção à própria meta.
Faltando alguns minutos para o término da etapa inicial, Chicão levou uma cotovelada de Esley no supercílio. Mesmo sangrando, o jogador se dirigiu a Everton e chegou até a passar o sangue que escorria em sua face no jogador. Enquanto o árbitro mostrava o cartão vermelho aos dois atletas, Ciro Sena, do Fortaleza, empurrou Geraldo, iniciando um empurra-empurra. O auxiliar Sandro Barbosa chegou a entrar em campo para apartar a briga e acabou sendo expulso junto com Everton Sena (Santa Cruz) e Ciro Sena (Fortaleza).
No segundo tempo, o Fortaleza melhorou na partida, aproveitando melhor os espaços deixados pelas expulsões dos quatro jogadores. Aos 23min, Assisinho recebeu belo passe de Careca e teve tranquilidade para driblar o goleiro para decretar a vitória do Fortaleza.
Com o triunfo, o Fortaleza assume momentaneamente a liderança do Grupo A, com 35 pontos, mas pode ser superado pelo Luverdense, que joga amanhã diante do Águia Marabá. Faltando duas rodadas para o término da fase de grupos, o Santa Cruz pode deixar o quarto lugar de sua chave dependendo dos resultados de amanhã.
Na próxima rodada, o Santa Cruz recebe o Luverdense no próximo sábado (20), às 16h, no Estádio Arruda. Um dia depois, às 17h, o Fortaleza encara o Icasa no Presidente Vargas.
Confira os resultados deste sábado na Série C do Campeonato Brasileiro:
Grupo B
>Madureira 3 x 1 Vila Nova-GO
Macaé 2 x 1 Duque de Caxias
Brasiliense 2 x 1 Tupi
Fonte: Terra
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Falcão e Manoel Tobias colocam ponto final em rusgas do passado


O reencontro foi feito. Olho no olho. Os sorrisos mostraram que tudo se resolveria facilmente. Nem os mais otimistas esperavam escutar tantos elogios. A briga começou em 1999. Manoel Tobias e Falcão, dois grandes nomes do futsal mundial, foram o assunto na mídia depois da Copa do Mundo de 2004. Naquela ocasião, a seleção brasileira não chegou à final e ficou em terceiro lugar, mas o destaque foi dado aos problemas internos do grupo. Ou melhor, aos problemas entre os dois maiores craques.
O péssimo resultado em quadra resultou num desentendimento, mas com o amadurecimento profissional, os craques deixaram as desavenças de lado e depois de uma boa conversa, voltaram a se abraçar.
Falcão e Tobias Entrevistas Esporte Espetacular (Foto: André Garcia / TV Globo)
Por que podemos chamar esse reencontro de raro?
Falcão - Eu acho que na história do futsal a gente sabe que tem a nossa parcela. Assim como outros grandes jogadores também. Ele participou de uma geração que colocou o futsal no topo do mundo. Uma geração vitoriosa, em que ele foi o maestro. E eu tive o prazer de jogar com ele. A primeira Liga de Futsal eu ganhei ao lado dele, onde ele fazia toda diferença do mundo. Foi o artilheiro com 50 e poucos gols.
Foram quantos gols, Manoel?
Tobias - Alguns, foram alguns. Mas é claro que fui ajudado, não só pelo Falcão, mas por toda aquela equipe do Atlético-MG. E eu acho que até hoje foi a melhor equipe, né?
Falcão - Eu acho que sim, eu acho que os números mostram isso. Todo mundo aponta como a melhor equipe da história do futsal.
Por que esse é um reencontro tão inédito e especial?
Tobias - É inédito porque nunca pensaram em fazer isso aqui. Ele está representando muito bem a geração dele. Então, eu me sinto privilegiado e acho que ele também. É bom lembrar nesses momentos, daqueles que não puderam ter esse apelo de mídia que hoje temos. Acho que a história do futsal, a essência dela, não passa só pelo Falcão e Manoel Tobias. Ela passa lá nos anos 70, nos anos 80, onde a seleção brasileira se apresentava de manhã para jogar de noite, sem condição nenhuma.
No fim, a gente acabou sendo vítima de uma situação que não tinha nada a ver"
Falcão sobre briga
Aconteceu alguma divergência entre vocês? Vocês chegaram a falar alguma coisa em relação ao outro que não deveriam ter dito?
Falcão – Eu sinceramente só guardo as coisas boas. A gente vai aprendendo durante a vida com os erros. Aconteceu. Talvez eu tenha me pronunciado errado e ele também. Nós não nos entendemos num certo momento.
Mas você acha que foi imaturidade, Falcão?
Falcão – Imaturidade. Eu acho que algumas coisas não precisariam ter saído publicamente. Outras coisas não precisariam ter acontecido. Não vou culpar ele, nem vou puxar a culpa. Isso é o que menos importa nesse momento, o que importa é que a gente conversou e que eu olho pro Manoel Tobias como um ídolo do esporte.
O que você pode falar também sobre esse momento, Manoel?
Tobias – Eu sempre fui um cara sincero e de personalidade muito forte. Ele não quis comentar, mas eu não tenho problema algum de comentar. Na verdade, isso aconteceu no Mundial de 2004. A gente queria ser campeão. E muito mais eu, porque sabia que seria meu último Mundial. E infelizmente não conseguimos esse título. Não sei se o Falcão me permite falar, mas eu fui padrinho do casamento dele, eu conheci o pai dele. O problema aconteceu com outra pessoa, claro que por ser ético, eu não vou falar quem fez esse problema. No segundo jogo, não sei se você lembra, teve uma confusão no ônibus com a comissão técnica e daí começou a briga.
O que disseram na época?
Falcão - Na verdade, houve as cobranças normais de quem quer ser campeão. E justamente foi o que o Manoel falou. Nós fomos ali, treinamos e houve um problema com outro jogador. E depois direcionaram pra mim e pra ele. Acabou vazando e no fim a gente acabou sendo vítima de uma situação que não tinha nada a ver. Claro, nos cobramos no vestiário, como cobrei ele, como cobrei aquele e ele me cobrou. Acabou tomando uma proporção muito grande, porque depois eu me arrependi e publicamente falei isso.
O que vocês gostariam de dizer um para o outro neste momento?
Falcão – Para o Manoel eu só tenho que falar que ele é o ídolo, sempre foi o meu ídolo e o ídolo de todos. Um cara espetacular. Um cara que hoje, o que conquistei dentro da minha profissão e onde consegui chegar, eu devo muito a ele. Isso aqui tem uma história. Quando o meu pai estava doente, ele foi ao hospital visitar o meu pai. São coisas que quando a gente vai ficando velho, a gente vai aprendendo. Do perdão, de guardar as coisas boas. Eu aprendi muito com ele. Eu aprendi a ser decisivo como ele era. Ficou tudo pra trás, a gente já se encontrou e é isso que importa.

Tobias – A recíproca é totalmente verdadeira. O mais importante, Falcão, é que como você falou, ficou no passado. Tem coisas que muita gente não sabe. E que não tem problema algum, acho que pra mim e pra ele, de estar revelando isso aqui. Ele ligou pra mim e mandou uma mensagem quando eu parei de jogar. Eu perdoei tranquilamente, entendeu. Não teve nada disso e hoje a gente está rindo aqui. O Falcão com certeza está fazendo um trabalho maravilhoso, ele cresceu muito.
entrevista tobias falcão futsal reconciliação (Foto: Divulgação)
Fonte:Globo Esporte
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Lesão de Sheik: de uma semana a um mês de recuperação


O departamento médico do Corinthians quer aguardar a reapresentação na segunda-feira, mas já calcula que os danos não serão tão grandes ao atacante Emerson. O jogador sente dores no joelho direito e, em uma primeira análise do corpo clínico, não preocupa para o Mundial de Clubes, marcado para dezembro, no Japão.
emerson SHEIK corinthians  contusão portuguesa (Foto: Marcos Bezerra / Futura Press)
De acordo com o médico Júlio Stancati, que acompanhou Sheik durante toda a partida contra a Portuguesa, sábado, no Canindé, o jogador ficará uma semana ausente caso o problema não seja dos piores. Se a lesão nos ligamentos for mais grave, o período de recuperação não passará de um mês.
- Se estiver dolorido na segunda vamos fazer outro o exame. A princípio, ele vai precisar de uma semana. Se for um problema mais sério, um mês. O ligamento deu uma estirada e voltou para o local. Não creio que seja nada grave – explicou.
O Corinthians não acredita que Emerson será problema para a competição no Oriente no fim do ano. A dois meses da estreia na competição internacional, o corpo clínico crê que há tempo suficiente para ele se recuperar. O técnico Tite quer aproveitar as últimas cinco rodadas para escalar os principais jogadores e escolher os titulares.

- Ele não corre risco algum para o Mundial. Uma operação está fora de cogitação – ressaltou o médico.
Emerson se lesionou logo no primeiro minuto do empate por 1 a 1 contra a Portuguesa. O jogador dividiu um lance com Zé Antônio e caiu no gramado. Ele ainda tentou permanecer em campo, mas voltou a sentir dores no local e foi substituído aos 19 minutos ainda da primeira etapa.  
Fonte:Globo Esporte
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Entrevistão: Adriano, Seleção, Copa, Mano... Os pitacos do tetra Jorginho


O tetracampeão mundial e atual treinador Jorginho tem bastante história para contar. Com passagens por grandes clubes, como Flamengo, Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, São Paulo, Vasco e Fluminense, o carioca de 48 anos tem uma forte ligação com a seleção brasileira, muito por conta da conquista com a equipe de Parreira em 1994. Teve também a Copa de 2010, quando integrou a comissão técnica de Dunga. Nesse ciclo recente, teve a oportunidade de se aproximar de Adriano, que, nas palavras do atual técnico do Kashima Antlers, vacilou e acabou “se punindo” com a ausência do Mundial. Esse, particularmente, é um assunto que mexe com o ex-lateral. Não a derrota para a Holanda na África do Sul, mas a situação em que se encontra o Imperador.
JOrginho kashima antlers (Foto: Divulgação)
Ele não pode fazer as mesmas besteiras. Tem que demonstrar que é o Adriano do Flamengo e precisa saber ser homem. Ser exemplo. Não pode mais faltar treinamento. Chega disso. As pessoas o amam, querem abraçá-lo. Isso aqui é papo de quem ama ele. Não o estou criticando, estou alertando. Tem que ser profissional, procurar tratamento psicológico. Não precisa de amigos que só querem o dinheiro dele. Precisa de pessoas que o amem - disse Jorginho, que revela que houve uma “forte sondagem” para comandar o Flamengo antes da chegada de Dorival Júnior.
JOrginho kashima antlers (Foto: Divulgação)
Crescido em Guadalupe, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, ele, assim como o Imperador, sabe muito bem o que é deixar uma comunidade mais humilde para ganhar o mundo. Mas o capítulo Adriano integra apenas uma parte da coleção de histórias de Jorginho no mundo da bola. A Copa de 2010 merece uma menção à parte. Por exemplo, o critério usado por Dunga e sua comissão técnica para deixar a dupla Ganso e Neymar fora da África do Sul é outro tema que segue fresco na memória do treinador.
Se o passado já está escrito, o futuro ainda está sendo desenhado. E, quando se fala de seleção brasileira, o que aparece no horizonte é a Copa de 2014. Mesmo distante, ele acompanha a equipe de Mano e tem seus pitacos na ponta da língua. Jorginho diz que entende o treinador, mas vê duas falhas na preparação atual: o modo como a renovação de jogadores foi feita e o nível dos adversários brasileiros.
- É o momento de abrir os olhos. Precisamos enfrentar seleções de peso.
De sua casa no Japão, Jorginho conversou por telefone durante cerca de uma hora com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM. Desde janeiro no comando do Kashima Antlers, clube pelo qual já havia defendido na época de jogador durante meados da década de 90, ele diz já estar habituado novamente à vida na Terra do Sol Nascente, após um período em Florianópolis à frente do Figueirense. Apesar da idolatria no país, o futuro ainda é incerto, e uma definição deve sair apenas no fim do ano. Confira algumas das histórias de Jorginho, e os personagens que protagonizaram sua biografia ao longo dos últimos anos.
GLOBOESPORTE.COM: após uma boa passagem pelo Figueirense, você retornou ao Japão no início do ano para assumir o comando do Kashima Antlers. Como está sua situação no futebol asiático?
 O Campeonato Japonês está muito embolado. Estamos em 13º na tabela, a sete pontos do G-4 e da zona do rebaixamento, e temos mais seis jogos. Peguei um momento de transição. O Oswaldo (de Oliveira, ex-técnico da equipe) mesmo falou que era normal, até porque a equipe mudou muito. Trouxemos o Renato Cajá, que deu uma melhorada sensível. E os resultados estão aparecendo. Na Copa Nabisco, estamos na semifinal contra o atual campeão, o Kashiwa Reysol, dos brasileiros Nelsinho Batista, Jorge Wagner e Leandro Domingues. O primeiro jogo ganhamos em casa por 3 a 2 (NR: neste sábado, o time de Jorginho empatou por 2 a 2 com o Kashiwa Reysol e garantiu vaga na final contra o Shimizu S-Pulse). Também tem a Copa do Imperador, que estamos na briga.
Tabela de classificação do Campeonato Japonês 2012 (até agora foram disputadas 28 de 34 rodadas)
ColocaçãoEquipePontuaçãoSaldo de gols
1 ºSanfrecce Hiroshima5425
2 ºVegalta Sendai5120
3 ºUrawa Red Diamonds486
4 ºShimizu S-Pulse442
13 ºKashima Antlers375
16 ºAlbirex Niigata30- 7
18 ºConsadole Sapporo (último colocado)13- 49
  Respeito à história conta muito aqui no Japão. Eles não esquecem isso. Nós ficamos um tempo sem ganhar, mas a própria torcida falou para a diretoria que não poderiam me mandar embora. A equipe se recuperou e está no meio da tabela. O respeito com a história é impressionante. Mas, apesar de ser uma responsabilidade muito grande, eles sabem que a equipe está numa fase de mudança.
JOrginho kashima antlers (Foto: Divulgação)
kashima é uma das menores cidades dos times que estão na J League. É uma cidade pequena que não tem muita coisa para se fazer. Mas morei aqui quatro anos na época de jogador e estou muito bem adaptado. Na minha primeira vinda, tinha chegado da Alemanha, que, apesar de ter seus contrastes com o Japão, é um país diferente do Brasil. A família até sente falta. Mas este não é um problema e, por isso, não pensamos em voltar ao Brasil. Nisso eu não tenho problema. A gente fica batendo papo. Convivo mais com a comissão técnica. Com atleta, o convívio não é tão intenso, só às vezes, num aniversário ou coisa do tipo. Mas o relacionamento é ótimo, e tem também o contato com os japoneses, que é muito bom.
Assim como no Brasil, a temporada no Japão já está em seu final. Faltam seis rodadas para o término da J League. Já definiu seu futuro? O objetivo é seguir em Kashima em 2013?
Já demos início ao planejamento do próximo ano. Mas ainda não chegamos a uma definição quanto à renovação. Vamos aguardar mais para frente. Tem essa questão do respeito, mas sabemos que resultado é importante. Acredito que eles devem renovar. Só que é melhor aguardar, tanto para o lado deles quanto para o meu.
Info_Jorginho_TECNICO-JOGADOR-2 (Foto: infoesporte)
Você recebeu proposta de algum clube brasileiro desde que chegou ao Kashima?
Eu tive uma oferta do Brasil e achei que não tinha a menor condição de voltar atrás com minha palavra. Tenho um contrato e precisaria sair quase no início do campeonato. Ficaria ruim a minha situação. Além disso, gosto de manter minha palavra. Tenho que cumprir os compromissos até o fim.
Pode falar qual clube brasileiro foi esse?
Tive uma sondagem forte do Flamengo neste ano. Mas, como já falei, foi difícil tomar essa decisão pelo compromisso que eu tenho. Da mesma forma que se eu estivesse lá não sairia para um clube da Europa. Não é o tipo de decisão fácil de tomar porque há uma ligação. Já tive outra chance em 2009, antes do Andrade, e não pude assumir porque estava na Seleção. De repente, em uma outra oportunidade. Mas não me arrependo.
No Flamengo, você poderia reencontrar o Adriano, com quem trabalhou na Seleção. Na ocasião, em 2010, a comissão técnica do Brasil preferiu deixá-lo fora do Mundial da África do Sul. Qual foi o verdadeiro motivo?
O Adriano é um cara por quem tenho carinho especial. Quando voltou ao Brasil após dar um tempo do futebol em 2009, fui à sua casa conversar com ele e com a mãe. Mantinha contato por telefone. Mas a verdade é que o Adriano se desconvocou em 2010. Ele sabe disso. O mais triste é que ele voltou a fazer as mesmas coisas daquela oportunidade. Não é a primeira vez que falta a treinamento. Quando parar verdadeiramente, vai sentir muita falta. Falei naquela ocasião que ele precisava ouvir umas verdades, e o Adriano precisa de um acompanhamento, sim. Ele está jogando a carreira fora. Que bom que o Liedson chegou ao Flamengo, o Vagner joga muito, mas ele poderia estar jogando e até voltar à Seleção.
Se pudesse reencontrá-lo como naquela oportunidade em 2009, o que falaria para o Adriano?
Mas a verdade é que o Adriano se desconvocou em 2010. Ele sabe disso. O mais triste é que ele voltou a fazer as mesmas coisas daquela oportunidade. Quando parar de jogar verdadeiramente, vai sentir muita falta. "
Jorginho
Quando volto às minhas raízes, em Guadalupe, todo mundo me respeita. Todo mundo sabe que saí e venci. Eu mudei e transformei minha vida. Nunca fui de fazer besteira, mais ia para baile e fazia bagunça. Quando decidi parar de beber e fumar com 17 anos, quis vencer. Hoje, quando retorno à minha comunidade, as pessoas me respeitam. Falei para ele que as pessoas o têm como exemplo. Precisa mudar a imagem. Chegar na comunidade e não esquecer os amigos é bom. Mas os caras precisam ter respeito por você. Não pode fazer as mesmas besteiras. Tem que demonstrar que é o Adriano do Flamengo e precisa saber ser homem. Ser exemplo. Não pode mais faltar treinamento. Chega disso. As pessoas o amam, querem abraçá-lo. Isso aqui é papo de quem o ama. Não o estou criticando, estou alertando. Tem que ser profissional, procurar tratamento psicológico. Não precisa de amigos que só querem o dinheiro dele. Precisa de pessoas que o amem.
Assim como Adriano, a dupla Ganso e Neymar foi outra ausência sentida por torcedores e imprensa na África do Sul. Fica algum arrependimento por tê-los deixados fora da lista?
Arrependimento nunca. Tínhamos convicção naquilo que estávamos fazendo. O Dunga tinha uma linha que só convocaria jogadores os quais já havia testado. O Ganso estava mais maduro e por isso entrou entre os 30 (relação que incluía os sete jogadores da "lista de espera" composta por Diego Tardelli, Carlos Eduardo, Paulo Henrique Ganso, Ronaldinho Gaúcho, Marcelo, Alex e Sandro para o caso de corte por lesão). O Neymar ficou no banco diversas vezes em 2009 e não estava pronto, porque encontrava-se naquele processo de transformação. Chegamos a 2010 com um amistoso apenas, e o grupo estava mais ou menos se definindo. Na oportunidade, o Ganso estava infinitivamente na frente. Tinha maturidade e inteligência. Ficamos balançados em relação a isso. Mas pesou que estávamos dando preferência aos jogadores que vinham sendo testados.
Dunga e Jorginho no treino do Brasil (Foto: agência Reuters)
De lá para cá, muita coisa mudou. Ganso sofreu com as lesões, se mudou para o São Paulo... enquanto o Neymar virou titular absoluto da Seleção. Acha que agora eles estão preparados para 2014?
Somos considerados os melhores, mas a Espanha, por exemplo, está muito à nossa frente"
Jorginho
Hoje é muito fácil falar do Neymar. Do Ganso não, já que não conseguiu manter a sequência de 2010 e um pouco de 2011. Acredito que a lesão o atrapalhou muito. O Neymar veio subindo e era mais para o futuro, assim como o Ronaldo em 94. Mas o Parreira tinha um pensamento, e o Dunga, outro. O Neymar hoje é outro jogador. Só que não é o mesmo no Santos e na Seleção. Que fique bem claro. Acredito que ele joga muito. O Messi é o Messi, mas ele joga com Xavi e outros craques. Com o Neymar não é assim. Para mim, o que o Neymar fez em 2011 fez dele o melhor do mundo. Acho que ele não pode demorar muito a ir à Europa porque vai ser um dos melhores do mundo. Mas Seleção é resultado. Você tem que chegar e fazer. E ele ainda tem que mostrar isso. É importante ele ser o mesmo do Santos na Seleção.
Como vê o Brasil em relação aos rivais para 2014?
Somos considerados os melhores, mas a Espanha, por exemplo, está muito à nossa frente, em termos de resultado e ter uma base formada. Eles têm praticamente uma base de dois times. Além disso, o jogador europeu está muito próximo do local de jogo para disputar eliminatórias e amistosos. No Brasil, é mais difícil. O jogador, muitas vezes, tem uma viagem longa só para defender a Seleção.
Quando o Mano assumiu a Seleção, ele atendeu o pedido da torcida. Deixou alguns jogadores pouco populares fora e fez a renovação, lançando Neymar e Ganso no time titular. Como avalia esse processo?
O Mano fez a renovação que precisaria ter. Ao meu ver, com todo respeito, é claro que existia um clamor público. Mas um líder nato como o Lúcio deveria ter sido mantido por um ou dois anos até que o Thiago Silva e o David Luiz pegassem mais experiência. Precisariam desse contato com o Lúcio (NR: Lúcio disputou a Copa América de 2011 sob o comando de Mano). Acabou a Copa e quase não vimos mais um pentacampeão convocado. A experiência não pode ser deixada de lado. A minha crítica é na estratégia. Deveria ter sido mantida uma base. Começou tudo novo e teve suas consequências. Como não ganhou a Copa América, a pressão aumenta. Sei dos problemas que ele enfrenta e sou solidário a isso. E sei muito bem o que ele sofreu.
JOrginho kashima antlers (Foto: Divulgação)
Apesar de as vitórias estarem vindo, o Mano ainda recebe muitas críticas à frente da Seleção. Assim como ele recebe vaias, vocês também tiveram diversos momentos turbulentos. Acha que é pressão natural do cargo ou há um certo exagero por parte da imprensa e da torcida?
Seleção brasileira não tem jeito. É um mundo à parte. Joguei no Flamengo e outros grandes clubes, mas nada se compara à Seleção. A gente sabia da cobrança dos tempos de jogador, porém a cobrança em cima do treinador é grande. A cobrança sempre existiu e vai continuar existindo. Só que tivemos uma cobrança maior por várias razões: o Dunga não tinha sido treinador. É o jeito autêntico dele: bateu, levou. O Mano é mais polido. Tem uma personalidade completamente diferente. Ele está vendo que, por mais educado que seja, deve tratar todos com respeito. O Parreira era um exemplo de postura, por tudo que sofreu e deu a volta por cima. Procuro pegar coisas dos treinadores e aprendi com o Parreira esse jeito de tratar as pessoas.
Ainda sobre essa pressão. Nos bastidores, teve algum momento no qual você e o Dunga pensaram em chutar o balde?
Nunca pensamos em entregar os pontos. Sabíamos que seria difícil. Quando perdemos para o Paraguai (2 a 0, no dia 15 de junho de 2008) e empatamos com a Argentina (0 a 0, dia 19 de junho), o presidente foi firme e nos segurou. Perdemos as Olimpíadas em seguida, mas subimos nas eliminatórias. Para o Mano, a coisa está apertando e não tem uma disputa de eliminatórias ou um teste real para mudar a situação. As melhores seleções contra as quais vi o Brasil jogar recentemente foram México, Japão e EUA. Com todo respeito ao Iraque, de um grande amigo que é o Zico, mas não dá (o Brasil goleou por 6 a 0).
Acha que essa preparação contra seleções mais fracas pode prejudicar o Brasil?
É o momento de abrir os olhos. Precisamos enfrentar seleções de peso."
Jorginho
Não tem nenhum amistoso que vale a pena. Sei que não é fácil arrumar amistoso para a seleção brasileira, mas minha preocupação é o nível dos amistosos. Sei que nem todos os países querem enfrentar o Brasil. Mas conversei com o Zico e ele falou que nem todos estavam treinando no Iraque. A obrigação é toda da seleção brasileira. Como não teve vitória na Copa América, a coisa aperta para a Copa das Confederações. Não é momento para desespero, é para reflexão. O Brasil necessita enfrentar seleções com capacidade e tradicionais. É a única oportunidade, porque não está disputando as eliminatórias. Só não acho que é momento. É o momento de abrir os olhos. Precisamos enfrentar seleções de peso.
Uma possibilidade concreta para 2014 atende pelo nome de Wellington Nem, convocado contra a Argentina e um dos principais nomes do Fluminense, líder isolado do Brasileiro. Você trabalhou com ele no Figueirense em 2011. Achava que em um período tão curto ele poderia estourar desta forma? Além disso, houve algum plano para desenvolvê-lo?
Para mim é especial, porque o Nem estava largado quando cheguei. Fora dos planos, com muito peso, largado... E o conhecia da seleção juvenil e já tinha visto ele treinando. Falei que ele não podia estar assim, desinteressado. Quando perdia a bola voltava desinteressado. Disse que um jogador como ele tem que estar ligado o tempo todo. Além disso, ele estava como meia-atacante e o coloquei como segundo atacante, ao lado do Julio César. Cobrei que ele voltasse para marcar quando o time perdesse a bola. Ele não é apenas ofensivo, brilhante e veloz. Ele, taticamente, é importante. Rouba a bola, dá o combate. É taticamente muito mais responsável que antes. Claro que, com a experiência do Abel, está aprendendo bastante. Era uma questão de tempo até que se desse bem.
Jorginho, Botafogo x Figueirense (Foto: Ide Gomes/Agência Estado)
Para finalizar: ano passado, com o Wellington Nem, você quase levou o Figueirense à Libertadores. Agora, o rebaixamento é uma realidade próxima do clube. O que houve para tamanha queda?
De longe, fica naturalmente difícil apontar um erro ou outro. Não tenho dúvida que a campanha do ano passado foi fantástica e surpreendente para muita gente. Sinceramente, ao ver as contratações que fizeram, esperava um rendimento até melhor do que na temporada passada. Financeiramente, é muito melhor atualmente. Contrataram, por exemplo, o Ronny e o Loco Abreu, alguns jogadores que não teríamos condições de trazer no ano passado. O que eu vejo é o planejamento que foi feito. Eles começaram com o Branco e ele ganhou os dois turnos, mas não foi campeão. Perderam na final para o Avaí. Botaram o Argel e não deu certo. Em seguida, o Helio dos Anjos e agora volta o Márcio Goiano. Isso tudo atrapalha. Muita mudança.
Fonte:Globo Esporte
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Spider brinca sobre luta contra GSP: 'Seria mais fácil, eu apanharia menos'


O próximo passo de Anderson Silva ficou claro na coletiva pós-realização do UFC Rio III, quando o brasileiro foi questionado sobre um possível confronto com o canadense Georges St-Pierre, campeão dos meio-médios do UFC. Com três nocautes entre os meio-pesados, incluindo o da noite de sábado diante de Stephan Bonnar, seria a primeira vez que o brasileiro lutaria abaixo dos pesos-médios, mesmo que o confronto fosse marcado em peso combinado, como acontece nas superlutas.
Anderson Silva UFC Rio MMA (Foto: Adriano Albuquerque/SporTV.com)
Tendo lutado com adversários mais fortes e mais pesados do que ele, como Stephan Bonnar e Forrest Griffin, Anderson garante que seria um prazer enfrentar um adversário menor do que ele e que batesse com menos força do que os adversários que já enfrentou no UFC.
- Muitas pessoas cogitam, seria um grande teste pra mim. E ele é um pouco menor, seria mais fácil para mim, eu apanharia menos - brincou Anderson Silva.
Quando perguntado sobre o próximo desafiante ao cinturão dos pesos-médios, do qual ele é o atual detentor, Anderson Silva voltou a descartar a revelação Chris Weidman. Apesar das recentes vitórias sobre Demian Maia e Mark Muñoz, o brasileiro acredita que o americano ainda precisa correr atrás para conseguir sua chance pelo título.
- Acho que todos os atletas que estão na categoria vão ter a oportunidade de lutar pelo título. Não tenho a pretensão de lutar com ele. Ele tem muito a fazer pelo UFC. Eu estou em uma posição confortável, tenho 37 anos. Tenho duas lutas no contrato, a próxima quero que seja com GSP e depois quero fazer mais uma superluta antes de me aposentar - disse Anderson Silva.
Fonte:Globo Esporte
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Massa sem dúvidas sobre renovação com Ferrari: 'Será muito em breve'


Depois de encerrar o jejum de pódios no Japão, Felipe Massa emplacou mais uma bela atuação, desta vez na Coreia do Sul. No GP deste domingo, chegou em quarto,com direito a ritmo mais forte que o companheiro de equipe, o badalado Fernando Alonso. O brasileiro só não foi mais longe porque a própria Ferrari pediu para pegar leve e não ameaçar o terceiro lugar do espanhol, que está na briga pelo título com Sebastian Vettel, vencedor da prova e novo líder do campeonato.
Após a quinta exibição consistente seguida, o vice-campeão de 2008 está confiante de que renovará seu contrato com o time de Maranello para a próxima temporada. Perguntado se tem dúvidas se seguirá na equipe em 2013, foi enfático:
- Não, não tenho. Vamos esperar a hora. Quando tiver o OK das duas partes, é quando você tem certeza. Acredito que será muito em breve, para ser honesto – declarou à revista inglesa “Autosport”.
Felipe Massa foi 4º no GP da Coreia: quinta atuação consistente consecutiva (Foto: Getty Images)
A reação de Felipe na temporada fez a escuderia mais tradicional da Fórmula 1 recuperar a confiança no piloto brasileiro, que é piloto titular do time desde 2003. O chefe da equipe, Stefano Domenicali, antes receoso na manutenção de Massa, em razão do mau início do ano, deu sinais claros de que o acerto acontecerá logo: 
- Com certeza, ele está entendendo melhor o carro agora. Ele está entendendo melhor os pneus também. Além disso, Felipe é um piloto muito, muito forte. Porque se fosse o contrário, já teríamos tomado uma decisão diferente. Sinto que agora, Felipe tem sob controle o entendimento dos pneus e do carro e está dirigindo no nível que deveria – reconheceu o chefão.
Felipe massa sebastian vettel kamui kobayashi pódio gp do japão (Foto: Agência Reuters)
Nas cinco corridas após as férias da categoria em agosto, Massa é o segundo piloto que mais somou pontos: foram 56, atrás apenas do novo líder, Sebastian Vettel, que marcou 93. Nesse período, o brasileiro fez 11 pontos a mais que o parceiro de time, Alonso.
O crescimento de Massa no ano contribuiu também para a Ferrari tirar a McLaren da vice-liderança do Mundial de Construtores, competição que rende muitas cifras aos times bem posicionados e um dos principais pontos de preocupação da equipe em relação aos poucos pontos somados pelo brasileiro no início do ano.
Longa história com Ferrari
Após nove etapas, Felipe Massa é o 13º colocado, com 23 pontos (Foto: Getty Images)
A história de Massa com o time de Maranello começou em 2001, quando o brasileiro teve o passe comprado pela escuderia após o título da F-3000 Europeia, uma das principais divisões de acesso da F-1. Cumpriu uma temporada na Sauber em 2002, mas não caiu nas graças de Peter Sauber e passou o ano seguinte como piloto de testes da Ferrari. Voltou ao time suíço em 2004 e estreou com titular da equipe italiana em 2006, com Michael Schumacher como companheiro. Um ano depois, fez parceria com Kimi Raikkonen, campeão daquele ano.
Em 2008, fez sua melhor temporada, sendo vice-campeão. Venceu seis corridas, mas perdeu o título quando Lewis Hamilton superou Timo Glock na última curva do histórico GP do Brasil. Em 2009, sofreu o mais grave acidente da carreira ao ser atingido por uma mola do carro do amigo Rubens Barrichello nos treinos classificatórios do GP da Hungria. De fora do restante da temporada, retornou às pistas no ano seguinte, já com Alonso como parceiro.
Após um campeonato discreto, enfrentou um jejum de pódios que durou do GP da Coreia de 2010 até a corrida de Suzuka. Massa tem 167 GPs disputados,11 vitórias, 34 pódios e 15 pole positions.
Fonte:Globo Esporte
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