Após ver Alan Kardec, Borges e Renteria deixarem o clube e com
Neymar servindo a Seleção Brasileira, que irá disputar os Jogos
Olímpicos de Londres (Inglaterra), o Santos tenta resolver a escassez de
opções para o ataque, buscando reforços no mercado nacional. Os centroavantes
André, do Atlético-MG, e Rafael Moura, do Fluminense, são alternativas
que agradam a diretoria santista, mas o Peixe terá que fazer um esforço
financeiro para contar com algum deles.
Revelado
pelo próprio Alvinegro Praiano, André foi vendido no segundo semestre
de 2010 para o Dinamo de Kiev (Ucrânia), antes de ser emprestado para
Bordeaux (França) e Galo posteriormente – o clube mineiro o adquiriu em
definitivo. O Santos entende que o retorno do atacante para a Vila Belmiro seria benéfico
pelo entrosamento que André já possuía com o time, tendo em vista que a
espinha dorsal da equipe tem sido mantida nos últimos anos.
Porém, as dificuldades econômicas
vividas pelos santistas podem atrapalhar o negócio. O Atlético-MG
espera receber uma compensação financeira pelo empréstimo de André,
enquanto o Peixe deseja receber o jogador gratuitamente, arcando apenas
com os seus salários. Fora isso, o Galo quer emprestar o centroavante
até o fim do ano, enquanto a cúpula alvinegra deseja contar com o seu
futebol durante um ano.
O Santos, porém, não é o único
interessado em André. Outros clubes do Brasil já sondaram o Atlético-MG e
devem apresentar propostas para tirá-lo de Belo Horizonte em breve,
aumentando a concorrência.
Seguindo a linha de André, que está na
suplência do Galo, Rafael Moura, reserva no Fluminense, também já foi
procurado pela direção santista. O problema dessa transação é que, além
dos altos vencimentos mensais do He-Man, o Tricolor Carioca quer
negociar o atacante em definitivo, opção praticamente descartada pelo
time da Vila.
O vice-presidente de futebol alvinegro, Odílio
Rodrigues, não deu maiores detalhes sobre as conversas com André e
Rafael Moura. Sem confirmar e nem desmentir o interesse na dupla, o
dirigente apenas ressaltou que o clube não irá fazer nenhuma loucura
financeira para reforçar o seu elenco.
“Com a saída de alguns
jogadores, sabemos que é necessária a vinda de novos nomes. Só que,
evidentemente, o Santos tem um orçamento para o futebol e a nossa gestão
conduz essa questão com bastante responsabilidade. A nossa política de
investimentos fica dentro dos parâmetros que foram estabelecidos no
começo de nossa administração. Agora, estamos trabalhando em busca de
reforços e não paramos de procurar maneiras de fortalecer o nosso
plantel”, afirmou Odílio.
No aguardo de possíveis contratações
para o setor ofensivo, o técnico Muricy Ramalho, que recentemente
recebeu o argentino Miralles para a posição, tem demonstrado paciência
com a procura do Santos por novas peças para o ataque da equipe.
“Tenho
paciência porque estou todo o dia com os dirigentes no CT (Rei Pelé),
vendo o sacrifício que está sendo feito para tentar reforçar o grupo.
Mas as pedidas são absurdas. Não me meto no que diz respeito ao dinheiro
do clube, só que os números que os caras falam são fora da realidade. A
direção está trabalhando muito e vamos continuar esperando pela chegada
de novos atletas”, comentou.
Fonte-Gazeta Esportiva
Juliano.Gouveia
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