O Vasco deixou a desejar contra o Figueirense e saiu do Orlando
Scarpelli, neste domingo, com o empate por 1 a 1, em partida válida pela
oitava rodada do Brasileirão. Poderia ser pior, já que o goleiro
Fernando Prass defendeu um pênalti no início do segundo tempo. Diego
Souza fez sua provável despedida. Ele foi o autor do gol vascaíno na
partida, mas não apareceu na etapa final. O possível adeus não empolgou.
Com
o resultado, o Vasco chegou aos 17 pontos e continua no topo da tabela.
Já o Figueira segue na parte de baixo, com oito pontos. Na próxima
rodada, a nona, o Figueirense recebe o Atlético-MG, sábado. No domingo, o
Vasco também joga em casa contra o Atlético-GO.
Antes de a bola
rolar, o clima de euforia se espalhou pela torcida do Figueirense por
causa do desfile do atacante Loco Abreu, novo reforço alvinegro, no
gramado do Scarpelli. Mas a festa na etapa inicial foi mesmo de quem
estava se despedindo. O Vasco de Diego Souza não demorou muito para
assumir o controle da partida.
Depois de uma cabeçada perigosa de
Nilton, logo aos cinco minutos, o camisa 10 começou a dar mostras de que
estava com apetite. Aos 11, com um chute forte de fora da área, ele
assustou o goleiro Wilson. Aos 22, Diego Souza repetiu a dose,
arriscando de longe. Mas desta vez ele contou com um "presente de
despedida" do goleiro do Figueirense. Pobre Wilson! Não conseguiu evitar
que o chute desequilibrado do meia entrasse no canto.
A
comemoração foi significativa. Beijo dado na cruz de malta e beijo
recebido de Juninho Pernambucano. Os gritos de "fica, Diego" foram
automáticos.
O Vasco dominador não deixava o Figueirense sair
jogando com facilidade. A marcação passou a ser executada logo no campo
de ataque - inclusive por parte de Diego Souza, esbanjando vontade. O
domínio vascaíno só foi efetivamente ameaçado nos acréscimos, quando o
zagueiro Fred acertou a trave de Fernando Prass em uma cobrança de
falta.
Diante da dificuldade de atacar, Argel mexeu duas vezes no
Figueirense para o segundo tempo. Deu certo. O time voltou mais animado e
até conseguiu um pênalti, quando Dedé, logo aos cinco minutos, tocou a
bola com o braço em uma disputa pelo alto. Sorte vascaína que Fernando
Prass deu um lindo voo para defender a cobrança de Júlio César. Loco
Abreu teve que lamentar.
O Figueira não desanimou com a chance
desperdiçada. O time da casa continuou pressionando - e muito - o Vasco.
Foram pelo menos quatro boas chances perdidas nos primeiros 15 minutos.
O
Vasco foi saindo da trincheira aos poucos. Pelo flanco esquerdo, aos
17, o estreante Willian Matheus colocou a bola na cabeça do até então
inoperante Alecsandro, mas a investida parou caprichosamente no
travessão. O atacante ainda desperdiçaria outra chance pelo alto dois
minutos depois.
O prêmio do Figueira pelo arrojo (e de Argel pela
substituição) só veio aos 29 minutos. Roni, que saiu do banco,
aproveitou a falha na marcação de William Matheus, antecipou-se e
empatou. Enfim Loco Abreu comemorou.
E Diego Souza, que tinha sido
tão importante no primeiro tempo? Sumiu. A provável despedida foi como a
passagem do meia pelo Vasco. No melhor estilo vaga-lume: acende, apaga,
acende, apaga...
FICHA TÉCNICA
FIGUEIRENSE 1 X 1 VASCO
Local: Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC)
Data/horário: 8/7/2012 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Herman Brumel Vani (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
Cartão amarelo: Túlio, Roni (FIG); Eduardo Costa (VAS)
GOL: Diego Souza, 22'/2ºT (0-1); Roni, 29'/2ºT (1-1)
FIGUEIRENSE:
Wilson, Coutinho (Saldívar, 35'/2ºT)Fred, Anderson Conceição e
Guilherme Santos; Túlio, Doriva, Marquinhos (Aloisio, intervalo) e
Fernandes (Roni, intervalo); Caio e Júlio César. Técnico: Argel Fucks.
VASCO:
Fernando Prass; Fágner (Max, 25'/2ºT), Dedé, Douglas e William Matheus;
Eduardo Costa, Nilton, Juninho e Diego Souza; Wiliam Barbio (Chaparro,
35'/2ºT) Alecsandro (Pipico, 35'/2ºT). Técnico: Cristovão Borges.
Fonte-Lancenet
Juliano.Gouveia
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