- Não me encontro em condições de competir. É um dos momentos mais tristes da minha carreira. Eu não sou capaz de competir nos Jogos de Londres e, portanto, não viajarei como planejado com a delegação espanhola. Eu tenho que pensar nos meus companheiros, não posso ser egoísta e tenho que pensar no bem do esporte espanhol, especialmente o tênis, e deixar que um companheiro em melhor condição possa jogar.
Triste, Nadal garantiu que estar à frente da delegação espanhola na cerimônia de abertura dos Jogos seria "um dos momentos mais especiais". Ele já havia recebido no último sábado a bandeira que carregaria durante o evento.
- Tentei até o último momento acelerar a minha recuperação, mas não deu. Um dos momentos mais especiais seria o de liderar a Espanha na cerimônia de abertura. Então, podem imaginar como foi difícil tomar essa decisão - lamentou.
Lesão já incomodava desde maio
A tendinite já havia atrapalhado os planos de Nadal para uma partida de exibição ao lado do sérvio Novak Djokovic, no estádio Santiago Bernabéu, agendada para 14 de julho. No último dia 4, o espanhol anunciou a lesão, que o assombrava desde maio, e cancelou a participação no amistoso. A prioridade, segundo ele, era chegar bem em Londres. Para isso, o tenista ficou 15 dias de molho, e afirmou que voltaria aos treinos nesta quinta-feira. Mas a data, que tinha de tudo para marcar o retorno do número 3 do mundo, acabou em decepção.
A notícia surpreendeu os espanhois, já que Nadal era uma das grandes apostas de medalha para o país. Em grande forma na temporada, garantiu o inédito heptacampeonato em Roland Garros e o sexto título no Masters 1.000 de Roma, ambos com vitória sobre o sérvio Novak Djokovic. Em Pequim-2008, ele ganhou o ouro ao superar o chileno Fernando González na final. De quebra, desbancou o suíço Roger Federer e garantiu a liderança do ranking. Na ocasião, o sérvio Djokovic ficou com o bronze.
Agora, o Comitê Olímpico Espanhol corre contra o tempo para conseguir um substituto do espanhol para a cerimônia de abertura. O velejador Iker Martínez, integrante da classe 49er, e o ciclista Samuel Sánchez, outro medalhista olímpico em Pequim, surgem como favoritos para ocupar a vaga de Nadal como líder da delegação espanhola. Em quadra, o posto pode ser ocupado por Feliciano López, 30º do ranking ATP e adversário do brasileiro Thomaz Bellucci nas quartas de final do ATP de Gstaad, na próxima sexta. Além disso, ainda fica a dúvida sobre quem vai formar dupla com Marcel Granollers.
Fonte-Globoesporte
Juliano.Gouveia
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