Apesar de o discurso de ambos os lados ser de que o importante neste momento é acertar o esquema de jogo, testar todas as opções disponíveis e corrigir erros, ninguém admite perder o confronto contra o maior rival do continente.
– Contra a Argentina sempre vamos lutar até a última bola. Vai ser uma partida parelha até o fim. Não tem como perder para eles e não ficar entalado – afirmou o pivô da Seleção Brasileira Tiago Splitter.
Este sentimento ficou ainda mais acentuado do lado brasileiro depois da derrota para os argentinos por 80 a 74, na última sexta-feira, na decisão do Super 4 de Buenos Aires. Foi o primeiro revés da equipe nacional em cinco amistosos de preparação para a Olimpíada.
– Foi um verdadeiro teste. Em que pese que a gente perdeu o jogo, para nós foi muito importante porque a equipe jogou de igual para igual, na casa deles, e mais: tivemos a possibilidade certa de sair com a vitória – afirmou o técnico do Brasil, Rubén Magnano.
Para chegar à final do mini-torneio amistosos em Foz, o Brasil venceu ontem a Espanha B por 101 a 68 (veja mais detalhes abaixo)
Já a Argentina não teve dificuldades para fazer 91 a 62 sobre a seleção chilena e manteve os 100% de aproveitamento em sua preparação.
Por isso mesmo, o jogo de hoje contra a Seleção Brasileira, é visto de maneira especial. Será a chance de manter a invencbilidade antes da viagem à Europa, onde dará continuidade à preparação olímpica.
– É verdade que ninguém pode perder de vista que o importante é chegar bem no dia 29 de julho. Mas em um Brasil x Argentina, a preocupação com a preparação acaba ficando um pouco de lado– afirmou o ala-pivô argentino Federico Kammerichs, que defendeu o Flamengo na última temporada do NBB, e pôde vivenciar outro lado da rivalidade nos duelos continentais entre clubes.
– Uma vitória em um jogo como esse influi muito na questão psicológica – afirmou o pivô Juan Gutiérrez, autor de 20 pontos no duelo da última sexta-feira, na Argentina.
Na partida desta quinta-feira, as duas seleções terão desfalques. Marquinhos ainda não se recuperou de lesão no abdomen e deve voltar à Seleção apenas nos amistosos na Franca, nos dias 21 e 22 de julho. Na Argentina, Carlos Delfino teve de viajar às pressas para a Itália para acompanhar o nascimento de seus filhos.
Fonte-Lancenet
Juliano.Gouveia
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